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Cirurgia robótica: tecnologia que antes estava restrita a grandes centros ganha força em Manaus

Cirurgia robótica: tecnologia que antes estava restrita a grandes centros ganha força em Manaus

 

Programa do Hospital Santa Júlia já soma 24 procedimentos com o sistema Da Vinci X e mostra como a cirurgia robótica vem ganhando espaço em Manaus

O programa de cirurgia robótica do Hospital Santa Júlia, em Manaus, já soma 24 procedimentos realizados com sucesso desde o início das atividades com o sistema Da Vinci X. A marca, alcançada nesta semana, reforça a expansão do uso da tecnologia de alta complexidade no Amazonas e representa uma nova etapa na oferta de procedimentos minimamente invasivos no estado.

Segundo o urologista e coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital Santa Júlia, Dimas Melão, o número de procedimentos mostra que o programa está avançando e que a cirurgia robótica já faz parte da realidade de Manaus.

"As 24 cirurgias representam um marco importante para a consolidação da cirurgia robótica no Amazonas. Mais do que um número, mostram que estamos estruturando uma equipe cada vez mais preparada para procedimentos de alta complexidade. E, principalmente, significa que o paciente amazonense pode ter acesso a uma tecnologia de ponta aqui mesmo, sem precisar sair do Estado", afirmou.

O programa teve início em julho deste ano, com a primeira cirurgia realizada no dia 6. Desde então, a plataforma robótica vem sendo utilizada em diferentes casos. Entre as principais cirurgias realizadas estão procedimentos urológicos e ginecológicos, como a nefrectomia robótica, utilizada para a retirada parcial ou total do rim; a nefrectomia parcial robótica, que permite remover o tumor ou apenas a parte comprometida do órgão, preservando o tecido renal saudável; e a histerectomia robótica, procedimento para a retirada do útero.

O sistema Da Vinci X permite que o cirurgião realize os procedimentos por meio de pequenas incisões, com visão tridimensional em alta definição e instrumentos articulados, que reproduzem os movimentos das mãos com maior precisão. Entre os possíveis benefícios da cirurgia minimamente invasiva estão menor sangramento, menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, dependendo do procedimento e das condições de cada paciente.

Apesar do nome e da tecnologia empregada, o equipamento não atua de forma autônoma, segundo destaca Dimas. Todos os movimentos são realizados sob o comando do cirurgião, que utiliza a plataforma como uma ferramenta para ampliar a precisão durante a operação.

"É importante destacar que a tecnologia é uma ferramenta: o resultado depende também da indicação correta e de uma equipe bem treinada", explicou o médico.

Estrutura preparada para a cirurgia robótica

A implantação do programa no Hospital Santa Júlia envolveu meses de preparação, com treinamento e capacitação das equipes médicas, de enfermagem, anestesiologia e instrumentação cirúrgica. Os profissionais participaram de simulações e processos específicos de certificação para atuação com a plataforma robótica.

A estrutura permite que pacientes do Amazonas tenham acesso, em Manaus, a uma tecnologia que, durante muitos anos, esteve concentrada principalmente em grandes centros especializados do país.