Adail é condenado a 11 anos de prisão

Acabou agora a pouco o julgamento do prefeito afastado de Coari, a 363 km de
Manaus, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou o acusado, a 11 anos e
10 meses de prisão em regime fechado.
Ele estava sendo acusado de favorecimento à prostituição, além de improbidade
administrativa. Adail está preso em Manaus suspeito de integrar uma rede de exploração
sexual de menores no Amazonas. A decisão cabe recurso.
A ação de pedofilia, julgada nesta terça-feira, é resultado de uma denúncia feita pelo
Ministério Público em 2009, após investigação feita pela Polícia Federal (PF). O
julgamento foi realizado a portas fechadas.
Além de Adail, também foram condenados na ação o ex-secretário de administração de
Coari, Adriano Teixeira Salan e a ex-servidora da Prefeitura, Maria Lândia Rodrigues
dos Santos, além de Osglebio e Eudis. Salan foi condenado a 10 anos e 5 anos. Lândia
recebeu 11 anos. Osglébio Fernandes Gama e Eudes Souza Azevedo pegaram 13 anos e
3 meses de detenção.
Outro processo julgado foi referente a uma ação de improbidade administrativa de
2012, que investigava a contratação irregular de funcionários da Prefeitura. Adail
foi condenado a um ano e 2 meses. A pena foi revertida à prestação de serviços
comunitários.
A Justiça também analisou pedido de intervenção de Coari, solicitado pelo Ministério
Público do Estado (MPE). O pleno votou que o município de Coari não deve sofrer
intervenção. A ação afirmava que Adail teria nomeado conselheiros tutelares sem
eleições diretas. A Justiça alegou que procuradores do Município comprovaram que as
irregularidades foram solucionadas.
