Governo do Amazonas promove terceiro curso de identificação botânica

O curso acontece em Humaitá com a parceria da ONG WWF visando melhorar os inventários florestais dos planos de manejo
O Governo do Estado, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), realiza, desde esta terça-feira, 18 de novembro, a terceira edição do Curso de Identificação Botânica de Espécies Florestais do Amazonas. A atividade é destinada aos mateiros e identificadores botânicos do município de Humaitá, localizado a 590 quilômetros em linha reta de Manaus.
O curso com aulas teóricas e práticas segue até a próxima segunda-feira, dia 24, e a parte teórica está sendo ministrada em sala do Núcleo Superior de Ensino de Humaitá, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), à Travessa do DNER. O curso tem a parceria da ONG WWF e de instituições locais e visa qualificar os mateiros da região e identificadores botânicos que já atuam com planos de manejo na melhor identificação de espécies florestais de interesse comercial para que possam melhor contribuir com os inventários dos planos de manejo e com o correto manuseio das espécies evitando a extinção das mesmas.
A Floresta Amazônica possui a maior diversidade do Planeta. São aproximadamente 30 mil espécies de plantas na região, cerca de dez por cento das plantas de todo o mundo, sendo cinco mil espécies de árvores. Estima-se que há entre 40 a 300 espécies de árvores diferentes por hectare na Amazônia, porém uma fração pequena desta biodiversidade é conhecida, seja pelo conhecimento científico, seja pelo conhecimento tradicional dos moradores da floresta, os chamados mateiros.
Cerca de 30 espécies são empregadas no mercado madeireiro, mas há uma variação de nomes comuns para uma determinada espécie, que varia de acordo com a região. “Não é raro confundir espécies na hora de identificar, pois muitas possuem características morfológicas semelhantes, como cor da casca e as folhas. Com um conhecimento um pouco mais aprofundado e muita prática, a identificação botânica é a maior aliada para se ter melhor resultado quanto ao uso sustentável e comercial da floresta, quanto às potencialidades que ela oferece”, disse a gerente de controle florestal do Ipaam, Mara Rúbia Benevides.
O presidente do Instituto, Antonio Ademir Stroski, considera extremamente relevante a realização de capacitações no âmbito da identificação botânica para o nivelamento de conhecimentos práticos e científicos e para viabilizar a elaboração e execução de inventários florestais de qualidade. “Esse é mais um esforço do Governo para auxiliar os empreendedores a aumentar a oferta de produtos madeireiros de forma legal, no intuito de abastecer o mercado local e de outros Estados”, destaca Stroski.
O curso em Humaitá é a terceira edição. O primeiro foi realizado em Apuí, no período de 13 a 19 de janeiro deste ano, voltado para os botânicos práticos que já atuam na área de manejo florestal. O primeiro curso foi idealizado entre Ipaam e Instituto de Projetos Ecológicos e Sociais Sustentáveis da Amazônia (Ipesa), e realizado em parceria com a Organização não Governamental WWF, Agência de Cooperação GIZ, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e Centro Estadual de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Ceuc/SDS).
Segundo Ademir Stroski, o sucesso do primeiro curso foi tão satisfatório que uma segunda edição foi realizada no Distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré, entre os dias 22 e 28 de agosto. “Agora chegamos à terceira edição com muitos elogios recebidos e com a certeza de que o curso deve ser levado a outros municípios, como política de incentivo ao uso sustentável da nossa floresta, já testado e aprovado”, destacou.
