Leia na Coluna do Ari Motta: Secretário subestimou o poder de Dadinho


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Os ataques do último final de semana em Manaus, mostrou a força do crime organizado e a fragilidade das forças de segurança no Estado. O ‘poder paralelo’ da facção criminosa Comando Vermelho, veio a tona com um ato que muitos consideram falta de serviço de inteligência da SSP.

A morte de Érick da Silva Costa, o “Dadinho”, numa suposta troca de tiros troca de tiros com a Rocam.
A ação não previu que “Dadinho”, era um forte membro do CV e candidato a Conselheiro da Facção, e que ação poderia gerar revolta da bandidagem e com isso o Comando da Segurança preparar um ataque e conter as ações.


O secretário de Segurança Louisimar Bonates, se limitou a dizer que  a ordem, para causar terror em Manaus, veio de dentro da penitenciária, segundo informações levantadas pela Inteligência da SSP. A questão é, se a inteligência descobriu de onde partiu a ordem, porque não tomou providências antecipadas.


Essa informação mostra que é só uma cortina de fumaça. A SSP, não sabia mesmo o grau de importância de “Dadinho” na facção e considerava ele apenas mais um e que a morte dele passaria despercebida. Ledo engano.


Não adianta jogar a culpa nas penitenciárias. Quem cobre polícia a algum tempo, sabe se a ordem tivesse vindo lá de dentro  a “Cadeia Lombrava”, como se fala na linguagem interna. As ações começariam lá dentro, com rebelião e mortes, mas não foi isso que aconteceu. O “Salve”, foi daqui de forma mesmo e deixou a SSP atordoada.


O pior de tudo isso é o povo, todos sabiam da existência, do perigo que representava para a população, mas nenhuma autoridade tomou qualquer tipo de providência para neutralizar ou conter o crescimento do crime organizado no Amazonas. Lá atrás quando da tomada da CV da FDN, com mortes em toda a Manaus, essa era a hora de agir, mas a SSP assistiu tudo e nada foi feito.  

Lá atrás também, quando o delegado da polícia Federal e hoje secretário municipal Sérgio Fontes, era Secretário de Segurança Pública, a inteligência soube de um ‘salve’ (o mesmo que ocorreu no último final de semana em Manaus e nos municípios). Na época a SSP se antecipou, colocando a polícia nas ruas, avisando a sociedade e o ataque foi contido, desta vez, o secretário de segurança e a inteligência nada sabiam.

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