Negligenciar os sintomas da cólica renal pode levar até à morte, alerta urologista de Manaus


  • Compartilhar com:
  • Whatsapp
  • Email

Antes mesmo de uma crise renal, o paciente com quadro de pedra nos rins já apresenta sinais que não podem ser negligenciados. As dores constantes na região lombar ou durante o processo urinário indicam que há algo errado e a situação de saúde deve ser avaliada por um especialista imediatamente, é o que alerta o médico urologista Flávio Antunes.

"Muitas pessoas têm os sintomas da doença, mas deixam para procurar o especialista quando o quadro de saúde já está agravado. No caso do cálculo renal, quando negligenciado, pode ser um grande risco. O paciente pode perder os rins ou ter infecções generalizadas que podem levá-lo à morte", detalha Antunes.

As pedras levam meses ou até anos para se formarem. Geralmente, a dor da cólica renal é descrita como de forte intensidade, que inicia na região lombar e irradia até o "pé da barriga", acompanhado de náuseas e vômitos. Isso ocorre por causa do deslocamento das “pedras” (cálculos) pelo sistema urinário, impedindo o livre fluxo da urina. 

"As alterações no metabolismo do indivíduo levam à formação dos cálculos renais e eles podem ser formados por diferentes substâncias, como oxalato de cálcio, fosfato de cálcio ou ácido úrico. A dor do cálculo renal pode ser diferente de pessoa para pessoa. Às vezes, duas pessoas têm o mesmo tipo de cálculo renal, mas uma sente mais dor e a outra menos. Isso depende muito de fatores individuais".

Estima-se que até 13% da população mundial possui cálculos renais e, no Brasil, esse índice é da ordem de 5%. Os cálculos renais são mais comuns nos homens do que em mulheres; uma relação de três homens acometidos para cada mulher diagnosticada com a doença. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) no ano passado mostra que 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico em função da pandemia da covid-19. 

Diante desses dados, o Dr. Flávio Antunes reforça a importância da conscientização sobre a saúde do homem. No caso das mulheres, segundo ele, os riscos de desenvolvimento são potencializados durante a gravidez e podem se estender por até um ano após o parto.

O que fazer?

Se você estiver passando por uma crise de cólica renal, procure ficar em repouso. Não faça muitos movimentos e procure atendimento médico imediato. De acordo com o especialista, não são apenas os adultos que podem apresentar o cálculo renal. Crianças e idosos também podem ser potenciais vítimas.

"O cálculo renal é mais comum na faixa etária dos 20 aos 40 anos, no entanto, pode acometer pessoas de qualquer idade, incluindo as crianças e os idosos. Pouca ingestão de água, má alimentação, herança genética, obesidade são fatores que contribuem para a ocorrência".

Urina dá sinais

Você sabia que a cor da sua urina pode dizer muito sobre a saúde de seu corpo? O método de observação é muito utilizado para identificar possíveis fatores de risco à saúde. 
A urina avermelhada, por exemplo, está associada a infecções, cálculo renal ou lesões no trato urinário, podendo por exemplo, haver tumores de bexiga e ureter. Quando a urina tem a coloração preta, o especialista alerta para o indício de obstrução das vias biliares.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio do histórico clínico, exame  físico do paciente e exames de imagem, como a tomografia de abdômen. Para definir qual o tratamento será administrado, o urologista Flávio Antunes diz que o médico faz uma análise da localização e o tamanho do cálculo renal. Em último caso, a indicação cirúrgica é indicada.

Flávio Antunes faz um alerta: Nos casos em que os cálculos são pequenos, é indicado tomar água para facilitar a eliminação através da urina. Porém, quando se trata de um cálculo com volume considerável e há a obstrução das vias urinárias, o paciente deve evitar a ingestão de excesso de líquidos. A dor poder ser controlada com medicação anti-inflamatória e analgésicos.

Ao ser questionado se é comum a volta do cálculo renal em pacientes que já apresentam o quadro da doença, o urologista diz que a disfunção tem um grau de reincidência de até 50% nos primeiros cinco ou dez anos após o tratamento. Por isso, merece uma atenção especial dos pacientes.

Prevenção

Para prevenir o aparecimento das pedras, os especialistas afirmam que uma boa alimentação, evitando principalmente o sal e a carne em excesso, além de beber água adequadamente e o aumento da ingestão de fibras trazem bons resultados. As atividades físicas também são boas aliadas na prevenção. A ingestão de frutas cítricas também diminuem a chance de formação de cálculos urinários.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Samel vai receber Medalha da Ordem do Mérito Industrial, da FIEAM

Samel vai receber Medalha da Ordem do Mérito Indu...


Homem suspeito de estuprar três crianças em Manaus, é preso

Homem suspeito de estuprar três crianças em Mana...



A Carreta da Defensoria é inaugurada com mutirão de atendimentos na Zona Leste

A Carreta da Defensoria é inaugurada com mutirão...