Grupo Samel conclui estudo que indica que medicamento pode ser eficaz no tratamento contra a COVID-19


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Resultados apresentam redução no tempo médio de internação, no número de mortes e na realização de intubações

O Grupo Samel e a Applied Biology apresentaram, os resultados finais da pesquisa conduzida com a Proxalutamida em pacientes hospitalizados por COVID-19 em estado crítico, no Amazonas. Na primeira fase, o uso do remédio em um grupo de 235 pacientes, selecionados nos primeiros dias de internação, provocou a diminuição do tempo de hospitalização em 70%, além de redução no número de mortes em mais de 50% e intubação em mais de 70%. Agora, após concluir o estudo com 590 pacientes do estado do Amazonas, os números finais revelaram grande eficácia do medicamento contra a COVID-19, confirmando os dados inicialmente divulgados.

Os números impressionam. Ao entrar no estudo, quase a totalidade dos pacientes estava em ventilação não-invasiva ou em necessidade de oxigênio, o que os caracterizava como pacientes críticos. Após 14 dias de tratamento, a mortalidade foi de 47.6% no grupo placebo e de 3,7% no grupo que tomou a Proxalutamida, uma redução maior que 90%. Mais da metade (52,7%) dos pacientes que utilizaram placebo precisaram ser intubados, ao passo que 4,4%, dos pacientes que utilizaram Proxalutamida necessitaram de intubação, ou seja, mais de 10 vezes menos.

Nove em cada 10 pacientes internados que tomaram Proxalutamida (89,1%) já tinham recebido alta, enquanto aproximadamente um terço (32.8%) do braço placebo havia recebido alta após o período de 14 dias. Uma melhora clínica significativa pôde ser observada em média 3 dias após o início do medicamento, contra quase 19 dias no grupo placebo. Em resumo, neste estudo, a Proxalutamida mostrou-se como grande aliado no combate à pandemia da COVID-19, em especial para pacientes críticos, cuja mortalidade é muito elevada.

Os dados foram apresentados, em um universo de pacientes cuja maioria apresentou quadro compatível com a variante P.1, o que torna a Proxalutamida provavelmente o primeiro medicamento oficialmente pesquisado para tratar a nova variante da COVID-19.

O estudo foi dirigido pelo médico Dr. Andy Goren, CMO (Chief Medical Officer) da Applied Biology, coordenado no Brasil pelo médico Flávio Cadegiani, fundador e diretor médico do Instituto Corpometria, e diretor médico da Applied Biology, e conduzido em conjunto com os médicos Daniel Fonseca, diretor técnico da rede Hospitais do Grupo Samel (Amazonas); e Ricardo Ariel Zimerman, Infectologista do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

A Applied Biology é uma empresa de biotecnologia especializada no desenvolvimento de medicamentos para doenças capilares. “Em fevereiro de 2020, nosso grupo de pesquisa descobriu uma relação entre a queda de cabelo e a severidade dos casos de Covid-19”, explica Goren, lembrando que estes estudos indicaram que o coronavírus só consegue entrar nas células pulmonares por meio dos androgênios.

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