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Notícia

Aumento no valor dos insumos para construção civil pode impactar positivamente os consumidores

Aumento no valor dos insumos para construção civil pode impactar positivamente os consumidores

Com a possibilidade de precisar repassar valores mais altos no produto final, empresas do ramo devem pensar em novas formas de atrair consumidores

 

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recentemente divulgou que o valor de certos insumos utilizados na construção civil aumentou mais de 50% em 2020. As empresas do ramo já sentiram o impacto, mas essa elevação ainda não foi repassada para os consumidores. Para Rodrigo Bernardi, Presidente e acionista da urbanizadora gaúcha Cotiza, um eventual aumento no preço de imóveis deve vir acompanhado de outras opções para o consumidor final.

“Apesar de existir uma lógica clara para explicar como o aumento no preço dos insumos é repassado para os compradores, acredito que é importante levarmos em conta o contexto atual, que ainda é de pandemia e de queda no poder de compra. Por isso, com um valor maior, é importante pensarmos em formas de oferecer opções variadas, que atraiam os clientes”, explica Rodrigo.

Um dos pontos que o presidente da Cotiza destaca é apresentar a facilidade de compra com financiamento direto, o que traz um alívio para o bolso e maior facilidade e dinamismo no processo de crédito. Além disso, questões estruturais de arquitetura e urbanismo devem estar presentes no radar das empresas para que elas ofereçam aquilo que o mercado busca.

“Com o isolamento social e a necessidade de ficarmos em casa, a relação das pessoas com seus lares mudou completamente, e isso afeta o que elas buscam em imóveis. Isso inclui o desenho das casas e apartamentos, como também a busca por produtos diferenciados que estejam de acordo com a nova rotina das famílias”, aponta Rodrigo.

Fazendo essa análise e oferecendo diferenciais importantes para os consumidores, a construção civil pode considerar o repasse dos valores porque estará entregando algo positivo para os consumidores. Se não, é apenas aumento de preço, diz Rodrigo Bernardi.