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Notícia

Operação da PF “Ponto de Parada”, entenda tudo

Operação da PF “Ponto de Parada”, entenda tudo

A Polícia Federal investigou duas empresas, que  concorreram a uma licitação da Prefeitura de Presidente Figueiredo, no ano de 2017, para fornecimento de transporte escolar, uma delas “cobriu” a proposta da outra, com o intuito de dar aparência de 
legitimidade na concorrência.  

Por[em o laudo técnico da perícia, mostrou que diversos itens restringiam o caráter competitivo da licitação e 
ficou constatado ainda que a empresa vencedora subcontratou, de maneira integral, os serviços de transporte escolar. Na ocasião, ela recebeu o montante de R$ 12.989.072,99 e gerou um superfaturamento por sobrepreço no serviço de, aproximadamente, R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais). 

 
A Polícia Federal identificou que o grupo investigado realizou saques e movimentações de elevadas quantias em espécie, à margem do Sistema Financeiro, a fim de encobrir os lucros obtidos com a prática criminosa.  

A PF investiga, também, a participação de um empresário que atuava na cadeia de comando, auxiliado por membros da família, sendo um dos beneficiários diretos dos desvios praticados pela empresa investigada. 

Deputado Saulo  

De acordo com informações um dos alvos da operação foi o Deputado Estadual Saulo Viana e a mulher dele. Policiais estiveram na casa o parlamentar que fica no Residencial Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.que devem responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 (trinta) anos de reclusão.  

O nome da Operação Ponto de Parada faz referência aos locais de embarque e desembarque dos alunos da rede pública que utilizam o transporte escolar. 

 
Outros suspeitos presos 

O presidente do boi-bumbá Caprichoso, Jender Lobato, o pai do deputado estadual Saullo Vianna (PTB), Sérgio Vianna, a assessora do parlamentar Rosedilce de Souza Dantas e Udsom Maranhão Duarte também foram presos pela operação da Polícia  

Em nota a Polícia Federal confirmou que familiares de um empresário atuaram nos crimes contra os cofres públicos de Presidente Figueiredo. 

Além da prisão de seu pai, endereço do deputado em Manaus foi vasculhado e consequentemente, esse empresário foi beneficiado diretamente pelos desvios de dinheiro público. Conforme a polícia, tudo era por intermédio da empresa que ganhou licitação no transporte escolar do município de forma fraudulenta. 

As investigações dão conta que após após ganhar a licitação, a empresa terceirizou o serviço por quase R$ 13 milhões. Como resultado, gerou superfaturamento de R$ 4 milhões. 

O presidente do Boi Caprichoso a época era chefe da Comissão de Licitação e teria envolvimento direto com as fraudes.