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Pagamentos indenizatórios e situação dos flutuantes são debatidos na Aleam

Pagamentos indenizatórios e situação dos flutuantes são debatidos na Aleam

Os deputados estaduais que participaram da Sessão Ordinária desta terça-feira (10) no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) trouxeram ao debate temas como os pagamentos indenizatórios realizados pelo governo do Estado e também sobre a situação dos flutuantes, que estão proibidos de funcionar por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Álvaro Campelo (Progressistas) falou sobre a execução de sua emenda destinada ao Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBAM), com a entrega de 15 aparelhos respiradores de mergulho e de combate a incêndios. “É uma prestação de contas. É uma satisfação poder contribuir com essa instituição centenária que tanto faz pelo nosso estado”, afirmou.

O parlamentar falou também sobre a segurança pública no Amazonas, mostrando um gráfico do efetivo nas Polícias Militar e Civil, e também do Corpo de Bombeiros. De acordo com ele, há um déficit que precisa ser corrigido. “O Amazonas ocupa a 18ª colocação entre os estados brasileiros em relação ao número de bombeiros combatentes. E a 22ª colocação na relação bombeiros por habitantes, com um bombeiro para 6.367 habitantes”, declarou.

Therezinha Ruiz (PSDB) utilizou seu espaço no Pequeno Expediente para relatar os acontecimentos de uma reunião realizada no Palácio do Governo com os representantes dos proprietários de flutuantes. Segundo a deputada, os empresários apresentaram uma proposta ao governo de cumprir todas as determinações dos órgãos de saúde e diminuir o tempo de funcionamento. “O governador demonstrou sua preocupação pela falta de controle nos flutuantes. E determinou que na próxima sexta-feira (13) possamos ter uma reunião entre os empresários e os órgãos de saúde para que essa situação seja resolvida”, esclareceu.

O deputado Serafim Corrêa (PSB) alertou para o risco de perda de empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM) com o posicionamento da empresa Apple de não vender mais carregadores e fones de ouvido no novo Iphone, pois os acessórios são fabricados em Manaus. “São 10 mil empregos que correm o risco de desaparecer. Além de complicar a situação do consumidor, que terá que comprar à parte o carregador e o fone de ouvido, isso vai desarticular o PIM. Que o governo brasileiro não permita que isso aconteça no Brasil. Será uma quebradeira das empresas que fabricam esses acessórios”, disse.

Em outro assunto, o deputado falou sobre o hospital Padre Colombo, de Parintins, que está sem contrato com o governo do Estado há três meses, sem receber. “O hospital está realizando atendimentos, mas sem receber. Se não houver uma solução, aquilo que já está ruim, poderá ficar pior ainda”, advertiu.

O deputado Delegado Péricles (PSL) voltou a falar dos pagamentos indenizatórios, desta vez no Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) onde, segundo ele, ocorre o pagamento até de agentes de portaria. “Já estão empenhados para pagamentos indenizatórios até novembro de 2020, sem que haja um processo licitatório, ou seja, alguém indica uma empresa, essa empresa realiza o trabalho e depois é feito o pagamento. Na CPI da Saúde demonstramos o quanto essa situação é prejudicial”, acusou.

O deputado Belarmino Lins (Progressistas) destacou o Projeto de Lei enviado pelo governo do Amazonas que destina R$ 20 milhões ao programa Bolsa Floresta. “Esse Projeto beneficia os nossos irmãos amazonenses no interior com uma ajuda de 50 reais, por isso solicitamos que haja o aumento desse valor que nunca foi reajustado desde o início. Reivindicamos ao governador que haja um aumento para R$ 150,00, no mínimo”, afirmou.

A Mesa Diretora da Aleam recebeu 13 requerimentos que foram deferidos e cinco Projetos de Lei que serão encaminhados às comissões técnicas para emissão de parecer.