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Especialista alerta sobre falta de prevenção ao Câncer de Mama durante a pandemia

Especialista alerta sobre falta de prevenção ao Câncer de Mama durante a pandemia

Diagnóstico precoce só pode ser feito se houver acompanhamento regular da saúde da mulher
 
Movimento nascido em 1990, em Nova York, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao Câncer de Mama e de colo de útero, o Outubro Rosa mostra-se cada vez mais necessário, principalmente em um contexto de pandemia. Levantamento feito pelo IBOPE a pedido da farmacêutica Pfizer no mês de setembro identificou que 62% das mulheres esperam o fim da pandemia para voltar à rotina de cuidados com a saúde, principalmente ginecologista e mastologista.

A pesquisa "Câncer de mama: o cuidado com a saúde durante a quarentena" entrevistou 1400 mulheres, a partir dos 20 anos de idade, das classes A, B e C e residentes na cidade de São Paulo, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife. Entre as que têm 60 anos ou mais, a percentagem é de 73% por pertencerem ao grupo de risco. 

A enfermeira Silvani Cardoso, professora do curso do curso de Enfermagem da faculdade Martha Falcão, alerta que a campanha nunca foi tão necessária para relembrar os cuidados necessários que permitem um diagnóstico precoce. 

“Se faz necessário reforçar que toda mulher precisa conhecer detalhadamente a sua mama, pois isso facilita a percepção e identificação de qualquer alteração, seja com presença de nódulos, secreções e ou aspecto da pele. Fazer o acompanhamento com o médico ginecologista e com enfermeiro pode contribuir para a orientação e detecção precoce de alterações”, afirma. “É preciso realizar o auto-exame da mama e também ir regularmente as consultas”, completa.

Nesta quarta-feira, 28.10, às 18, ela ministra palestra virtual com o tema: “Outubro rosa: aprendendo a cuidar mais de mim” para a comunidade acadêmica, a fim de alertar sobre pequenas atitudes no cotidiano que podem salvar vidas. 

O exame preventivo é importante para que a mulher possa identificar o câncer antes dos sintomas se manifestarem e é recomendado pelo Ministério da Saúde que a partir dos 50 anos de idade elas realizem uma mamografia a cada dois anos, além do exame clínico realizado por um profissional da saúde.

A recomendação é de que a mulher faça o auto-exame regularmente para verificar se há a presença de nódulos nas mamas, axilas e pescoço, além de observar vermelhidão, inchaços, calor ou dor na pele da mama, mesmo sem a presença de nódulos, espessamento ou retração da pele do mamilo, ou coceiras frequentes na mama ou no mamilo. Estas são algumas das alterações que podem ocorrer, tanto de forma simultânea, quanto de forma isolada. 

Casos especiais
Mulheres que possuem um histórico familiar de câncer, fumantes, obesas, que não se alimentam de forma adequada e que consomem bebida alcoólica de forma abusiva devem dobrar a atenção e os cuidados.
 
Tratamento
O tratamento para o câncer de mama pode variar de acordo com cada paciente, com a fase da doença e também o tipo de tumor. São muitos os tratamentos que podem ser realizados, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, entre outros.

Suporte Psicológico
A paciente que passa por um tratamento de câncer precisa de um acolhimento especial da família, desde o momento em que recebe o diagnóstico. Além do suporte familiar, contar com a ajuda de um psicólogo ajuda a lidar com a doença com menos angústia e as chances de depressão diminuem.