Violência contra jornalista é um atentado a democracia !

Mais uma vez a polícia militar do Amazonas mostra que não esta pronta para conviver
com a democracia. Só tenho a lamentar que uma cobertura jornalística, simples
tenha terminado com tanta truculência por parte da polícia. Uma vergonha senhor
Governador, não adianta dizer que vão apurar os fatos, ou abrir sindicância que não vai
dar em nada, o corporativismo da Policia Militar é grande e nada vai fazer mudar.
A violência policial é o reflexo do despreparo de certos policiais militares, quando
não, da própria Polícia Militar. Ultimamente tem se tornado intenso a manifestação de
desagrado de parte da sociedade contra o modus operandi da PM. Mas eu afirmo com
todas as letras é equivocada a afirmação de que os policiais militares são despreparados,
pois despreparo é a mesma coisa que preparo nenhum ou preparo insuficiente, o que
não é o caso das Polícias Militares brasileiras e em especial do Amazonas senhor
governador Omar Aziz, me dirijo ao senhor por que sei que o comandante, nada vai
fazer para mudar isso.
Os policiais militares são bem preparados segundo a lógica militar, segundo a lógica
de um genuíno aparelho repressivo de Estado idealizado prevalentemente para a
manutenção da ordem pública. Portanto, o que deveria se dizer é que a Polícia Militar
é preparada de forma inadequada à democracia que se pretende para o país e para o
exercício de segurança pública que essa democracia prevê. Sendo assim, o discurso
do despreparo é um discurso equivocado na medida em que se confunde preparação
inadequada com preparação inexistente ou insuficiente.
Violência contra jornalista é uma atentado a democracia, infelizmente, esses fatos
não são isolados e a prática truculenta não está restrita a manifestações, ou invasões
de terras. Quem se incomoda com o clique de uma máquina fotográfica, com uma
filmadora ou com informações de um texto, não hesita em agir com violência.
Repórteres fotográficos e cinematográficos sofrem com o despreparo dos seguranças em
eventos públicos, atos políticos e shows artísticos.
Ari Motta
