SAMBA SEM PRECONCEITOÂ Â Â Â Â Â Â Â Â Â
SAMBA SEM PRECONCEITO
Em um ano marcado pelo desfile da diversidade, a escola Unidos do Alvorada (AM) escolhe homenagear a atriz Tathi Piancastelli, pedindo na passarela o fim do preconceito com as pessoas com síndrome de Down e com todas as outras minorias
"O meu samba não tem preconceito/ Ele pede respeito e inclusão pra viver/ Liberdade pra sonhar/ Igualdade em cada ser." Com esses versos, o samba-enredo “Oi, Eu Estou Aqui, Alvorada com um Cromossomo a mais mostra que ser Diferente é Normal”, da escola manauara Unidos do Alvorada trata de um assunto necessário e urgente: a diversidade.
A festa da agremiação se baseia na história de Tathi Piancastelli, atriz de 35 anos que tem síndrome de Down. Premiada internacionalmente por seu trabalho na peça "Meninas dos Meus Olhos", Tathi está surpresa com a repercussão de sua trajetória. “Eu não esperava uma homenagem assim, fiquei emocionada. O samba é muito lindo”, emociona-se ela, que, no dia 22 de fevereiro, desfilará no sambódromo da capital amazonense, o terceiro maior carnaval do Brasil. Além da atriz, estarão na passarela outras pessoas com a trissomia 21. São elas: Débora Seabra, a primeira professora com a síndrome no país, a ativista Mariana Amato, que trabalha com suporte para autonomia para outras pessoas com deficiência intelectual e o lutador de taekwondo Matheus Rocha, única pessoa com a condição no mundo a saltar de paraquedas sem instrutor.
Aproveitando essa oportunidade, será gravado um documentário mostrando a comunidade do Alvorada e a vida de Tathi. Ao mostrar que sua condição não impede que ela seja feliz, o objetivo é jogar luz à forma como as minorias ainda são tratadas e incentivar um novo olhar.
O samba-enredo mistura a trajetória de Tathi com a história da própria síndrome, abordando passagens da vida de Tathi, as descobertas da ciência e o desenvolvimento dos apoios multidisciplinares. Reforçando o slogan da ONG Instituto MetaSocial, da qual Tathi é uma das representantes e que diz "Ser diferente é normal", a homenageada comemora: "Esse ano vai ser alegria e inclusão em Manaus”.
