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Corinthians Sofre Invasão de Torcedores

Corinthians Sofre Invasão de Torcedores

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A invasão de mais de 100 torcedores do Corinthians ao CT Joaquim Grava deixou o presidente Mário Gobbi irritado. Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, Gobbi lamentou o ocorrido na manhã do último sábado, confirmou que vai reunir provas e depoimentos para abrir inquérito policial e chamou de crime a atitude dos organizados, que ameaçaram funcionários, foram atrás de jogadores e roubaram três celulares.

– Vamos redigir uma solicitação de apuração dos fatos em inquérito policial, uma vez que isso tudo configura alguns crimes: furto, ameaça, lesão corporal, etc. Nosso jurídico vai cuidar disso, e quando tudo ficar pronto, nós avisaremos – disse o presidente.

Gobbi negou que o clube tenha relação com as torcidas organizadas.

– Eu não tenho relação, a diretoria do Corinthians não possui relação com organizadas. O máximo que fizemos não mais que duas vezes foi dialogar com as lideranças sobre questões que eles queriam saber. Até ai é o limite da civilização. Passou dai, não tem mais absolutamente nada – disse o presidente do clube. 

– Nós não temos vinculo, não somos pais, doadores, colaboradores, muito pelo contrário. Eles são órgãos independentes. No campo, tem 35 mil pessoas que usam o distintivo do Corinthians. Eu vou impedir de usar a camisa? É complicado, não sei com que base faria isso – emendou.

Na sequência, garantiu que não haverá diálogo com as organizadas. Pelo menos por enquanto...

– Depois do que aconteceu (no sábado), não há a menor intenção de diálogo, pois as coisas chegaram num ponto que está difícil qualquer início de conversa, uma vez que o abalo é geral e o momento não é o propício. O futuro no futebol você nunca diz "nunca mais", nem na vida fale isso. Mas não há clima para diálogo nenhum. As mágoas são profundas, e acho melhor as coisas seguirem cada qual para o seu lado.

Gobbi afirmou ainda que não cabe ao Corinthians fiscalizar as atitudes dos membros das organizadas.

– As torcidas são associações legalmente constituídas. Tem uma lei que regula a fiscalização delas, não é o Corinthians que fiscaliza se podem ou não podem atuar. Desculpa falar, mas vcs precisam cobrar de quem tem o poder de ver e atuar e fiscalizar as torcidas. Clube de futebol, associação de futebol, é esporte. Tenho de montar um grande time, dar show, espetáculo, até aí a função é do clube. Cuidar para ver se o torcedor joga uma pilha, agride outro, isso não é função de entidade particular. Não adianta jogar em cima dos clubes, senão eu vou ter de abrir um concurso publico para policia do Corinthians. Onde formos jogar o policiamento do Corinthians vai todo junto. Há uma usurpação de função pública – disse Gobbi, que é delegado licenciado da polícia civil. 

– Fomos pegos de surpresa, pois eles nunca atingiram esse patamar. Sempre recebemos comissões de torcedores para o diálogo, acho que essa forma é a melhor para se trabalhar. Tivemos o episódio de Oruro, o de Brasília, esse... Espero que tenha sido o último – disse.

A diretoria do Corinthians está reunindo imagens da invasão de cerca de 100 torcedores, na manhã do último sábado no CT Joaquim Grava, para enviar à Polícia Civil e ao Ministério Público na tentativa de identificar as pessoas. 

A Polícia Militar foi acionada logo depois da invasão e tentou conter os ânimos, porém não prendeu ninguém. No meio da confusão, um dos torcedores foi identificado como sendo um dos 12 presos em Oruro no ano passado, por conta da morte de um torcedor boliviano num jogo do Timão pela Libertadores da América.