ECAD de olho nas Bandas, para encher o cofre.

Mas uma vez venho falar sobre esse assunto que não se esgota, e que fica mais evidente agora com as proximidades do carnaval quando as pessoas procuram realizar festas de Momos em suas comunidades. Na luta em busca de apoio, para bandas e blocos, os coordenadores deparam com a ECAD. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Uma associação que recolhe, não sem para quem, os direitos autorais de músicas executadas no Brasil. Se você tem uma rádio, beleza precisa pagar o Ecad. Agora vai fazer uma festa comunitária, ou para seus funcionários, vai dar uma festa, simples. Também. Uma aberração, e o que é pior, ninguém faz nada para mudar isso.
A vergonha da Ecad
Vou lembrar os leitores de uma pequena controvérsia desse empresa. Braulino Pinto, compositor da musica Tic tic ta, cantada nos quatro cantos do pais, no final da década de 80, inicio de 90, recebeu uma “Merreca”, dos direitos autorais arrecado pelo ECAD. Depois do sucesso do Carrapicho na França em mesmo Braulino não chegou a ficar rio, mas comprou casa, estabilizou a vida e deixou de ser pescador, só com o dinheiro arrecadado com os direitos autorais da França. Se dependesse da ECAD ainda estaria na beira de uma canoa.
Burocracia faz o Ecad não pagar artistas
Existe uma burocratização enorme para receber essa grana, fácil de arrecadar, mas
difícil de receber. O músico tem de ser filiado a uma das associações. E o Ecad não
paga o artista exatamente conforme o número de vezes que a sua música tocou – mas,
sim, por amostragem. Quem toca mais, recebe mais. Quem toca menos, recebe menos.
Os artistas independentes reclamam que não recebem – ou quando recebem, ‘pinga uma
moedinha.
Ninguém faz nada
Para o Ecad pouco importa se os métodos para receber esse título remetam a um
passado distante. A extorsão é um desses métodos, e o ECAD (Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição) é um dos líderes da categoria. O negócio deles consiste em
arrecadar dinheiro com toda e qualquer reprodução de música feita no Brasil usando o
argumento de proteger os direitos autorais dos artistas. Quem não pagar, recebe multa e
não pode recorrer. Simples assim.
Será se o Ecad paga mensalão
É lucrativo, certamente. Essa modalidade de achaque praticada pelo ECAD consegue
ser ainda mais draconiana do que a dos sindicatos com o tal do “imposto sindical” (que
deveria ser cobrado apenas de trabalhadores sindicalizados). E o problema vai além,
pois não se cobra apenas de boates e casas de shows (onde todo o negócio é feito em
torno da música). Cobram também de estabelecimentos com som ambiente, onde a
música é um fator meramente decorativo. Academias, restaurantes, lojas, lanchonetes,
padarias, tudo. Portanto, se você planeja colocar um sonzinho em sua festa particular
ou churrasco, cuidado, pois o ECAD gosta de entrar sem ser convidado O pior de
tudo é que ninguém, mas ninguém faz nada contra essa extorsão, será que o Ecad paga
mensalão
