Greve de professores está mantida, diz Siteam


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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), a diretoria da entidade legal não foi notificada, até a manhã de hoje, da decisão que determina a suspensão do indicativo de greve.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) acatou, na noite desse domingo (14), o pedido do governo e determinou que o Sinteam suspendesse o indicativo de greve sob risco de pagamento de multa no valor de R$ 20 mil (por dia), podendo chegar a R$ 400 mil, caso não seja cumprida a medida.

Ainda de acordo com a decisão, assinada pelo desembargador Elci Simões de Oliveira, o governo do Estado está autorizado a efetuar desconto da remuneração dos servidores que tenham deixado de trabalhar em função da adesão ao movimento grevista.

Mais ações

Sobre a programação de atividades do Sinteam prevista para hoje, após a caminhada, os trabalhadores se reunirão nos comandos de greve situados nas diversas zonas da cidade, onde serão realizadas as chamadas aulas da cidadania. A atividade será permanente e visa esclarecer aos pais e alunos sobre os motivos da mobilização.

Em entrevista ao A Crítica, Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sinteam, informou que a iniciativa conta com o apoio de grêmios estudantis como a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), que também participarão dos encaminhamentos. Os Comandos de Greve funcionarão na Praça do Congresso (Zona Centro-Sul), quadra da Grande Família (Zona Leste), Igreja de São Bento (Norte), proximidades da Escola Rui Araújo (Sul), chapéu de palha do Hiléia (Centro-Oeste). O CG da Zona Oeste não foi divulgado.

Apoio

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) também vai promover uma Assembleia Geral de greve, às 9h, que marcará o início das atividades. A deliberação ocorre na sede do Governo do Estado, na Avenida Brasil, na Zona Oeste da cidade.

Em nota, a Asprom disse que a decisão do Tribunal de Justiça proibindo a instalação da greve da categoria não o atinge. “Apesar da decisão do Tribunal não atingir ao Asprom Sindical, nós repudiamos fortemente esta intervenção do judiciário na organização dos trabalhadores e ao desrespeito com o direito de greve dos professores,  e nos colocamos solidários ao Sinteam e aos seus sindicalizados que estão sendo atingidos por esta falta de respeito e injustiça perpetrados pelo judiciário e pelo Governo do Amazonas”, diz trecho do documento.

Além dos professores, a mobilização tem o apoio de profissionais que atuam nas escolas ou estão vinculados ao ensino público do Estado, como auxiliares de serviços gerais, merendeiras, vigias na capital e no interior, e aposentados.

 

 

 

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