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Notícia

Um paraíso chamado Ecad

Um paraíso chamado Ecad

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição é uma associação que recolhe os

direitos autorais de músicas executadas no Brasil, funciona assim: Você tem uma

rádio? Precisa pagar o Ecad. Vai dar uma festa? Também. Tem um podcast? Aham.

Tem um blog e postou um vídeo de música do YouTube? Hum, há controvérsias.

Segundo a Lei de Direitos Autorais a qual eu fui pesquisar, (a 9.610, que é de 1998),

o Ecad é a única instituição que pode coletar direitos autorais. O Escritório é formado

por várias associações de autores que centralizam a arrecadação. Quando vai pagar

os direitos autorais, a rádio não repassa o valor direto ao artista que tocou. Ela tem de

pagar ao Ecad – e é o escritório que repassa para o artista. Ai meu amigo só Deus sabe

para onde esse dinheiro vai.

Burocracia faz o Ecad não pagar artistas

Existe uma burocratização enorme para receber essa granam fácil de arrecadar, mas

difícil de receber. O músico tem de ser filiado a uma das associações. E o Ecad não

paga o artista exatamente conforme o número de vezes que a sua música tocou – mas,

sim, por amostragem. Quem toca mais, recebe mais. Quem toca menos, recebe menos.

Os artistas independentes reclamam que não recebem – ou quando recebem, ‘pinga uma

moedinha.

Ninguém faz nada

Para o Ecad pouco importa se os métodos para receber esse título remetam a um

passado distante. A extorsão é um desses métodos, e o ECAD (Escritório Central de

Arrecadação e Distribuição) é um dos líderes da categoria. O negócio deles consiste em

arrecadar dinheiro com toda e qualquer reprodução de música feita no Brasil usando o

argumento de proteger os direitos autorais dos artistas. Quem não pagar, recebe multa e

não pode recorrer. Simples assim.

será se o Ecad paga mensalão

É lucrativo, certamente. Essa modalidade de achaque praticada pelo ECAD consegue

ser ainda mais draconiana do que a dos sindicatos com o tal do “imposto sindical” (que

deveria ser cobrado apenas de trabalhadores sindicalizados). E o problema vai além,

pois não se cobra apenas de boates e casas de shows (onde todo o negócio é feito em

torno da música). Cobram também de estabelecimentos com som ambiente, onde a

música é um fator meramente decorativo. Academias, restaurantes, lojas, lanchonetes,

padarias, tudo. Portanto, se você planeja colocar um sonzinho em sua festa particular

ou churrasco, cuidado, pois o ECAD gosta de entrar sem ser convidado O pior de

tudo é que ninguém, mas ninguém faz nada contra essa extorsão, será que o Ecad paga

mensalão