A Força que vem de São Paulo trava a Zona Franca

Mais uma vez a força paulista se sobrepõe aos interesses do país e faz o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), retirar de pauta a votação da PEC (PEC) 506/10 que prorroga os benefícios tributários para a Zona Franca de Manaus. O presidente disse que, por falta de consenso entre os parlamentares, tomou a iniciativa.
São Paulo quer benéficos para informática
São Paulo quer que inclua no prazo de 50 anos os benefícios fiscais de informática que atenda ao estado. Ainda hoje no Palácio do Planalto a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se reúne com líderes da base aliada do governo da Câmara e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do assunto.
O que eles não entendem sobre a ZFM
O que os paulistas e o próprio Governo não entendem é que região precisa da Zona Franca para continuar gerando emprego e preservando a floresta, além da questão econômica para o estado, temos aqui cerca de 110 mil empregos diretos. A arrecadação de impostos e taxas federais é mais da metade da região Norte toda. Arrecadamos algo em torno de R$ 9 bilhões por ano que vão para o governo federal, só isso já seria suficiente, para todos os brasileiros se unissem em torno do modelo.
O que eles não entendem sobre a ZFM.II
Outro ganho da zona Franca para o Brasil e mundo é a preservação da floresta. Hoje o Amazonas tem apenas 2% da floresta dizimada e 98% preservada, graças à indústria de chaminé que, é em Manaus. Isso é sem duvida é o maior ganho para o planeta.
Mudanças na política do Amazonas
A notícia de que o governador Omar Aziz (PSD), deve ficar até o fim do mandato, dada esta semana por um jornal local, para mim não procede. A minha leitura é simples e coloco para a analise dos leitores. Com pouco mais de um ano como governador, ou seja, com o poder da caneta, e, o poder de mandar, Omar se quiser sobreviver politicamente no futuro tem que abrir mão disso, para ai sim com um mandato de senador continuar no comando do partido no Amazonas, com um grupo, menor certo, mas ainda com comandados.
Politico sem mandado não tem amigos, correligionários e pior fica sem prestigio. Omar sabe disso e por isso tenta costurar acordos que vão além da imaginação da população.
Um dos prováveis acordos, é que a pressão sobre José Melo (PROS), principal prejudicado caso Omar continuasse até o fim, é fazê-lo assumir o governo e virar governador, mas só por dez meses.

