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Futebol na UTI se apega em Golpista

Futebol na UTI se apega em Golpista

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A chegada de Dodô como treinador criou um 'frisson' que há muito tempo não se via no futebol amazonense e em especial na torcida do Atlético Rio Negro Clube. O clube passou a viver em lua de mel com a torcida carente de ídolos, de um bom futebol e bons dirigentes.

Entretanto, outro, elemento também gerou discussão e desconfianças a parceria do Rio Negro com a empresa Excellence Football, gerida pelo empresário Henrique Barbosa. Que acumula denuncias e processos trabalhistas e é acusado de aplicar golpes em clubes no interior de São Paulo, Espírito Santo e, mais recentemente, Roraima Rondônia antes de mergulhar no futebol amazonense.

Mas como disse, a parceria causou “Frisson” e trouxe além de técnico, jogadores conhecidos, como o atacante Abuda, ex-Vasco, o zagueiro André Luís, ex-Botafogo, e o volante Alan Bahia, com passagem pelo Atlético Paranaense.

Há exatos 30 dias Dodô o artilheiro dos gols bonitos assumiria pela primeira vez a missão de ser técnico de um clube profissional, e no Amazonas, o ex - jogador mergulhou de cabeça no sonho que cultivava desde a aposentadoria.

Mas a piscina estava rasa e o mergulho não pode se fundo. Por essas ironias da vida, faltou muito mais que água na breve passagem de Dodô por Manaus. Faltou seriedade das pessoas que assumiram a direção do futebol do clube.

Não podemos culpar o presidente Thales Verçosa. O nosso futebol está na UTI respirando por aparelho ai surge um médico com um “antidoto milagroso”, que promete a cura de todos os males, o que fazer?, se agarrar na esperança de sobreviver 

Dodô foi até complacente e se disse constrangido ao romper o silencio e o contrato, mas afirmou que não havia estrutura nenhuma.  Na primeira semana de treinamento não tinha nem água e faltava bola, ele disse que quando foi convidado, foi informado da situação do futebol amazonense, das dificuldades, mas que ele teria uma estrutura básica, mas nem isso tinha. Os problemas são muitos e vão continuar, falta campo, transporte, água, suplemento, bola e jogador es, mas acima de tudo falta vergonha na cara. Precisamos de um projeto a longo prazo. Precisamos investir na Base e olhar o futuro, nada imediatista, trabalhar o jovem atleta, para dentro dois ou três anos termos um time competitivo e ai sim, tentar voos mais altos.