Os rios da Amazônia são considerados as estradas da região. Em alguns municípios a falta de rodovias deixa a população isolada e a solução é navegar. Algumas cidades do interior do Amazonas uma viagem de Barco de Recreio, nome dado à navegação de cargas e passageiros chega ha durar 72 horas.
Ao longo dos anos a ação do homem junto a natureza, esta causando problemas a navegação. É o assoreamento. A situação fica mais grave com o fenômeno da vazante dos rios, onde a cada seis meses do ano as aguas dos Rios da Região baixam o volume.
Para piorar a situação, ausência dos serviços de dragagem, essencial para a segurança das embarcações não é realizado há pelo menos quatro anos, o que dificulta principalmente o setor de transportes das cargas pesadas em balsas e navios de grande porte.
No Rio Madeira, por exemplo, que liga a capital do Amazonas, Manaus ao Estado de Rondônia por onde são escoadas para o resto do Brasil, praticamente todos os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus.
O Rio Madeira vai assoreando ao longo do ano e se faz necessário que essa dragagem seja realizada periodicamente, antes da formação desses pontos críticos para que a navegação seja segura.
Entre os produtos que tiveram o transporte prejudicado pela falta de manutenção nas hidrovias estão o abastecimento de combustíveis que atendem a todo o Estado do Acre, Rondônia e parte do Mato Grosso. E o suprimento alimentício da capital amazonense, incluindo carnes, frango, leite e açúcar.
Quando a seca é realmente forte, em outros pontos só é possível passar durante o dia; sem contar os dias em que embarcações ficam paradas, esperando as águas subirem para passar pelos pontos críticos e, consequentemente, prejuízo para os consumidores finais.
Grandes empresas do setor de navegação, de olho neste atraso e no aumento de suas despesas de logísticas.
Por Ari Motta