Novo líder do Democratas, Pauderney reafirma postura contra CPMF

O novo líder do Democratas na Câmara, deputado federal Pauderney Avelino (AM), reafirmou sua postura contrária à criação de novos impostos, especialmente a CPMF, e afirmou, após ser escolhido em votação unânime como líder no lugar do deputado Mendonça Filho (PE), que espera avanço no processo de instalação, na Câmara dos Deputados, da comissão que vai analisar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff/PT. “Já em março devemos dar início à instalação da comissão processante para que o Brasil possa voltar aos eixos sem o PT no governo”, afirmou.
"Nós vamos votar aumento de imposto, da pesada carga tributária que já incide sobre a população nem vamos permitir a aprovação da CPMF", disse Pauderney, acrescentando que esta manobra, o imposto do cheque, servirá para cobrir os rombos deixados pela falta de competência do governo petista e pela corrupção. O democrata é a favor de uma reforma tributária, que deverá entrar nas grandes pautas do Congresso Nacional este ano.
Na função de líder, Pauderney vai exercer papel essencial no processo legislativo, norteando discussões, votações de propostas e confia que ajudará ainda mais o Amazonas nesta posição. Em sua pauta prioritária, a Zona Franca continua sendo ponto de destaque: “Em toda proposta de reforma tributária do governo, por exemplo, vem embutindo algum prejuízo para o Amazonas”. Ainda quanto aos trabalhos em prol do Estado, o parlamentar pretende atuar bastante para destravar os Processos Produtivos Básicos (PPBs), junto com a bancada amazonense, em Brasília, em busca de maior competitividade à ZFM.
No cenário nacional, o líder disse que a presidente Dilma
Rousseff é incapaz de apresentar uma agenda ao país, fato comprovado ontem, quando Dilma Rousseff foi ao Congresso Nacional para dar início à sessão legislativa de 2016. “A fala de ontem da presidente foi insuficiente para um país que está conflagrado politicamente e que tem problemas na economia”,
disse.
Sobre a “reforma” da Previdência, tema que volta a ser defendido, mas sem detalhes, pelo governo, o líder Pauderney Avelino também se posicionou. “Nós não podemos discutir reforma da
Previdência sem que o PT, o PCdoB e outros partidos da base aliada estejam alinhados. Quando eles estiveram alinhados e não for uma estratégia para jogar para a opinião pública, aí, sim, poderemos discutir”, afirmou.
Assim que assumiu a liderança do Democratas na Câmara,
Pauderney Avelino anunciou que será criada uma consultoria jurídica para auxiliar o partido quando for preciso recorrer à Justiça para questionar ações do governo.
