Melo embarca para o COP-21 na França com discurso em defesa da vida do homem da floresta

Com a disposição de caboclo do interior o governador José Melo afirmou que desmataria a floresta se o povo do Amazonas precisar de alimento. “Serei o primeiro a pegar a motosserra e derrubar as árvores no Amazonas se meu povo precisar de alimento”. Disse.
Foi dessa forma que informou aos jornalistas como será seu discurso na Conferência do Clima (COP-21), em Paris, França. Melo garantiu que não voltará para Manaus recebendo ordens dos países do primeiro mundo sobre o que dever ser feito para haver a preservação, mas aproveitará o encontro para buscar diálogos e recursos, principalmente, para melhorar a vida da população.
O governador sancionou a nova Lei de Serviços Ambientais, que estabelece regras para o recebimento de recursos advindos de compensações ambientais pagas por organismos internacionais e países poluidores.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) informou que, se consideradas somente as 42 Unidades de Conservação estadual, o Amazonas tem 196 milhões de toneladas de carbono para negociar. Como cada tonelada, no mercado, custa em média US$ 5, o Estado pode captar até US$ 3,6 bilhões com a implantação de projetos.
A captação de toda a área preservada do Amazonas é estimada em R$ 17 bilhões até 2020. Para a Amazônia brasileira, os valores que podem ser captados estão estimados em U$S 45 bilhões até 2020, mas muitos estados ainda não definiram as regras para contar com esses recursos. Com a sansão da Lei de Serviços Ambientais, o Amazonas desponta entre os primeiros a se habilitar a receber essa verba.
