Entrar no Porto Privatizado de Manaus é preciso ter dinheiro

Desde que o Porto de Manaus foi privatizado e teve a administração entregue para a família do ex-senador Carlos Alberto Di’Carli, em 2001. As propostas de revitalização e promessas de recuperação do patrimônio surgiram, mas nunca se concretizam.
A justificativa para os planos nunca realizados é sempre a mesma: o imbróglio judicial. É que, depois que o porto foi privatizado em benefício dos De’Carli, em 2001, iniciou-se uma longa disputa judicial contra o Estado, que se estendeu até 2010, quando o Governo do Amazonas perdeu a “briga”. Em 2011, a União passou a requerer a área e recebeu, na Justiça, a administração, que ficou a cargo da Companhia Docas do Maranhão (Codomar). Dois meses depois, no entanto, a Justiça decidiu, novamente, entregar o Porto de Manaus à família Di’Carli.
Independente da Justiça a família vai tocando e administrando o Porto, que vive uma depredação nunca vista. O único porto fluvial do mundo, construído pelos ingleses na época áurea da borracha, esta sem manutenção. A rampa principal, que dá acesso as embarcações, está cheia de buracos, a lama e agua da chuva se acumula em poças por todo o pátio, o trajeto dos pedestres entre a portaria e a rampa de embarque tem a cobertura quebrada e o que deveria proteger os transeuntes, é na verdade um perigo.
Os administradores podem argumentar o que quiserem para isso, menos a falta de dinheiro, pois para entrar de carro no Porto Privatizado de Manaus, um veiculo pequeno, paga R$ 20 reais, uma caminhão R$ 30 e os barcos de recreio pagam diárias que variam de entre R$ 100 e 250 reais, para ancorar no porto.
