Filipe Toledo revela inspirações nos aéreos, marca registrada de seu surfe

"Ainda bem que pedimos permissão ao comando aéreo aqui na Barra para que não houvesse aviões. Assim, o Filipinho pode voar sem maiores problemas", dizia o narrador oficial do Rio Pro, em êxtase com o show de Filipe Toledo. A conquista da quarta etapa do Circuito Mundial, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, só aumentou a sua fama de melhor "aerealista do mundo". Vice-líder do ranking mundial, o paulista que deixou Ubatuba para viver com toda a família em San Clemente, na Califórnia, domina como poucos a arte de voar. Foi assim que ele conseguiu as duas únicas notas 10 do evento. O caçula da elite, aos 19 anos, aprendeu a manobra com o irmão mais velho e aperfeiçoou a técnica ao assistir aos vídeos do havaiano Matt Meola, do australiano Chippa Wilson e do americano Dane Reynolds. E treinar incansavelmente, afinal, "a repetição leva à perfeição".
- Os caras que mais me inspiram são o Matt Meola, o Dane Reynolds e o Chippa Wilson, mas, na minha infância, quem mais me inspirou foi o meu irmão mais velho, Matheus. Ele foi um dos pioneiros da geração dele a começar com esse tipo de manobra radical. Eu era bem novo, ficava assistindo a ele, e isso fez com que eu começasse cedo. Acho que é por isso que eu tenho essa facilidade em dar esses aéreos - contou Filipinho.
- A geração anterior à minha veio com essas manobras progressivas e modernas, e eu fiz parte de uma geração que estava começando a mostrar isso nos eventos. O Filipe pegou um pouco disso e se espelhou em mim, pelo menos, é o que ele conta, né? - disse Matheus, afastado do surfe desde o início do ano, após sofrer uma lesão no punho praticando snowboard.
