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Prefeitura alerta comerciantes da Manaus Moderna sobre cuidados no período de cheia do rio

Prefeitura alerta comerciantes da Manaus Moderna sobre cuidados no período de cheia do rio

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Estabelecimentos do comércio varejista e atacadista situados na área do Porto da Manaus Moderna, no Centro Histórico de Manaus, foram abordados em uma ação da Visa Manaus, na manhã desta quinta-feira, 21, com o alerta aos comerciantes sobre a importância de reforçar os cuidados com o armazenamento e manipulação de produtos, tendo em vista o avanço das águas do Rio Negro naquele local.

Todos os anos vários estabelecimentos da área sofrem com a invasão das águas e, mesmo com a atenção dos trabalhadores e comerciantes em fazer as adequações no espaço para manter os produtos e possibilitar o acesso aos clientes, as fiscalizações de combate aos riscos de contaminações se tornam indispensáveis. Para isso, fiscais do Visa Manaus percorreram as principais vias da área, incluindo a rua dos Barés e Barão de São Domingos, orientando e notificando os estabelecimentos.

Henoch Ferreira, proprietário da WL de Carvalho & Cia, armazém que comercializa produtos regionais como a castanha da Amazônia, guaraná, cacau, copaíba, acredita que a subida do rio se tornou maior na última semana. “Na verdade, o aumento se deu mais forte desde a última segunda, com aqueles dois dias seguidos de chuva intensa".

Na última quarta-feira, 20, o nível do rio Negro atingiu 29,01 metros e ultrapassou a cota considerada de emergência, que é de 29 metros, segundo o Serviço Geológico do Brasil - CPRM. Em decorrência disso, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência por um prazo de 180 dias, abrangendo as áreas urbanas e rurais do município.

O início do transbordamento das águas do rio Negro que afeta a rede de esgotos pode ser constatado na rua dos Barés, em trecho compreendido entre as ruas Joaquim Nabuco e Pedro Botelho.

O comerciante Pedro Feliciano da Silva Pinto, proprietário de um varejão de venda de produtos hortifrutigranjeiros situado na rua Barão de São Domingos contou que no mesmo período do ano anterior o seu estabelecimento já havia sido invadido pela água. "Deus vai ajudar. Este ano não teremos uma cheia como a de 2012”, lembrou o comerciante, se referindo a maior marca registrada de elevação do nível do rio.