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Justiça Federal determina que Agenor Tupinambá entregue capivara Filó ao Ibama em 30 dias

Justiça Federal determina que Agenor Tupinambá entregue capivara Filó ao Ibama em 30 dias

Juíza considerou improcedente ação do influenciador e afirmou que “legalizar o ilícito não é fazer justiça”

A Justiça Federal do Amazonas determinou, nesta quarta-feira (14), que o influenciador digital Agenor Tupinambá entregue a capivara Filó ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no prazo de 30 dias.

A decisão foi proferida pela juíza federal Mara Elisa Andrade, que julgou improcedente a ação movida pelo influenciador contra o órgão ambiental. Ao justificar a determinação, a magistrada afirmou que “legalizar o ilícito não é fazer justiça”.

O caso teve início após o Ibama identificar que Filó vivia sob os cuidados de Agenor, na zona rural de Autazes, no interior do Amazonas. O influenciador publicava vídeos nas redes sociais mostrando a rotina da capivara e de outros animais silvestres.

Em abril de 2023, o órgão ambiental aplicou multas que somavam R$ 17 mil por infrações relacionadas à manutenção irregular de animais silvestres, à exploração de imagens de uma capivara, de um papagaio e de uma paca nas redes sociais, além da morte de um filhote de preguiça-real.

Na ocasião, uma decisão provisória do juiz federal Márcio André Lopes Cavalcante determinou que o Ibama devolvesse Filó ao influenciador. O magistrado considerou que as condições do Cetas eram inadequadas e poderiam colocar em risco a saúde do animal.

Na decisão anterior, Márcio também argumentou que não era a capivara que vivia na casa de Agenor, mas o influenciador que morava na floresta, em uma dinâmica semelhante à de comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Com o novo entendimento da Justiça Federal, Agenor deverá cumprir a determinação de entrega da capivara ao Cetas no prazo estabelecido.