SUS avalia inclusão de touca gelada para reduzir queda de cabelo em pacientes com câncer de mama
Tecnologia utiliza o resfriamento do couro cabeludo durante a quimioterapia; proposta está em consulta pública
O Ministério da Saúde avalia a possibilidade de incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma tecnologia conhecida como touca gelada, utilizada para reduzir a queda de cabelo em pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia.
A proposta entrou em consulta pública em setembro de 2026, pelo prazo de 20 dias, para que a sociedade possa enviar opiniões, sugestões e contribuições sobre a possível incorporação da tecnologia à rede pública.
A técnica consiste em resfriar o couro cabeludo durante as sessões de quimioterapia. A baixa temperatura provoca a contração dos vasos sanguíneos da região, reduzindo a quantidade de medicamento que chega aos folículos capilares. Com isso, a queda de cabelo pode ser amenizada, embora os resultados variem conforme o tipo de quimioterapia e as características de cada paciente.
Um estudo clínico realizado em 2026, com 152 mulheres, apontou que 74,5% das participantes conseguiram preservar uma parcela significativa dos cabelos com o uso do sistema de resfriamento do couro cabeludo.
A tecnologia já é utilizada em alguns serviços públicos de saúde no país, mas ainda não está disponível de forma ampla pelo SUS.
Como funciona a incorporação
O processo de inclusão de uma nova tecnologia no SUS passa por diferentes etapas. Inicialmente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) emitiu uma recomendação preliminar sobre a touca gelada.
Na sequência, foi aberta a consulta pública para receber manifestações da população e de especialistas. Após o encerramento dessa etapa, as contribuições serão analisadas e a Conitec deverá emitir uma recomendação final.
A decisão sobre a incorporação da tecnologia ao SUS caberá, posteriormente, ao Ministério da Saúde.
