Especialista alerta que doença renal pode evoluir sem sintomas e ser descoberta por acaso em exames de rotina
Nefrologista alerta para a evolução silenciosa das doenças renais e destaca a importância da investigação em pessoas com fatores de risco
As doenças renais podem avançar sem apresentar sinais perceptíveis, especialmente nas fases leves e moderadas. Com isso, alterações na função dos rins podem ser identificadas apenas durante exames de rotina, antes mesmo do surgimento de sintomas.
Segundo o nefrologista Dr. Miguel Moura, a ausência de manifestações clínicas é comum nas fases iniciais. “Na verdade, em todos os pacientes, as doenças renais não apresentam sintomas nas fases leves a moderadas”, explica o especialista.
Entre os exames utilizados na avaliação da função renal está a dosagem da creatinina, substância presente no sangue que pode auxiliar na identificação de alterações na capacidade de filtração dos rins. O resultado deve ser analisado por um profissional de saúde e, quando necessário, complementado por outros exames.
A creatinina é um dos parâmetros utilizados na investigação da saúde renal e pode fazer parte de avaliações solicitadas durante consultas e exames de rotina, especialmente quando há histórico ou condições que aumentam o risco de alterações nos rins.
Alguns grupos precisam de acompanhamento mais atento, como pessoas com hipertensão arterial ou diabetes, histórico de infecções urinárias recorrentes ou cálculos renais de repetição. Também estão entre os grupos que NECESSITAM de avaliação específica aqueles que desenvolvem hipertensão sem causa aparente, pacientes com nefrites, determinadas doenças císticas renais e pessoas que doaram um rim.
“Exames de sangue e urina. Hipertensos, diabéticos, portadores de infecções urinárias e pedras nos rins de repetição. Pessoas que ficam hipertensas, sem causa aparente. Portadores de nefrites, algumas doenças císticas renais e doadores de rim”, destaca o Dr. Miguel Moura.
Como as alterações renais podem permanecer silenciosas, a investigação por meio de exames pode contribuir para identificar mudanças no funcionamento dos rins e orientar a necessidade de acompanhamento médico. A avaliação deve considerar o histórico e as características de cada paciente.
O acompanhamento especializado também permite definir quando são necessários exames complementares e quais medidas devem ser adotadas de acordo com cada situação clínica. A identificação de alterações em uma avaliação de rotina pode, assim, contribuir para um TRATAMENTO mais precoce.
Sobre o especialista
Dr. Miguel Moura é médico nefrologista e está disponível para entrevistas sobre saúde dos rins, prevenção, diagnóstico, exames de rotina, fatores de risco e outros temas relacionados à saúde renal.
