Agosto Lilás reforça combate à violência contra a mulher e importância do acolhimento psicológico
Campanha de conscientização alerta para os diferentes tipos de violência e para a necessidade de fortalecer a rede de proteção; UniNorte apoia a iniciativa e reforça o compromisso com o cuidado e a segurança de colaboradoras e alunas
O mês de agosto é marcado pelo Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, instituída em referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A iniciativa busca ampliar o debate sobre a violência doméstica e familiar, informar sobre os direitos das vítimas, incentivar a denúncia e fortalecer a rede de apoio para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam romper o ciclo de agressões e reconstruir suas vidas com segurança e autonomia.
A violência contra a mulher não se limita à agressão física. A legislação brasileira reconhece também as formas psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ameaças, humilhações, controle da vida pessoal, isolamento de familiares e amigos, retenção de documentos ou dinheiro, chantagens e comportamentos que provocem medo constante também são marcas de violência e precisam ser identificadas e combatidas.
Nesse contexto, informação e acolhimento qualificado são fundamentais. Muitas mulheres enfrentam dificuldades para reconhecer que estão vivendo uma situação de violência ou para buscar ajuda, especialmente quando existe dependência financeira, emocional ou quando o agressor faz parte do próprio círculo familiar.
Para a professora do curso de Psicologia da UNINORTE, Thalita Coser, o acolhimento é uma etapa crucial para que a vítima consiga compreender a situação vivenciada e encontre caminhos seguros para sua proteção e bem-estar.
“O acolhimento e a orientação são fundamentais para que a mulher vítima de violência possa se sentir segura para falar sobre o que está vivendo, sem julgamentos e sem culpabilização. O atendimento psicológico pode contribuir para que ela reconheça seus sentimentos, fortaleça sua autoestima e autonomia e compreenda que não é responsável pela violência que sofreu”, destaca Thalita.
Psicologia como parte integrante da rede de apoio
Depois de vivenciar situações de violência, é comum que a mulher apresente sentimentos como medo, culpa, vergonha, insegurança, ansiedade e baixa autoestima. Em muitos casos, essas consequências emocionais permanecem mesmo após o término da situação de agressão.
A psicoterapia pode ser uma valiosa ferramenta nesse processo de reconstrução. O acompanhamento psicológico oferece um espaço de escuta qualificada, no qual a mulher pode falar sobre suas experiências e sentimentos com segurança e sem julgamentos. O objetivo não é dizer o que ela deve fazer, mas ajudá-la a compreender sua realidade, fortalecer recursos emocionais e construir estratégias para lidar com a situação.
“É importante que essa mulher tenha um espaço protegido para elaborar as experiências vivenciadas e reconstruir a percepção que tem de si mesma. O processo terapêutico pode favorecer o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da capacidade de estabelecer limites e tomar decisões”, explica a professora Thalita Coser.
A busca por atendimento psicológico, contudo, deve caminhar integrada a uma rede de proteção. Em situações de risco, a mulher deve procurar os serviços especializados e as autoridades competentes.
Como Instituição de Ensino Superior, a UNINORTE participa desse movimento de conscientização e reforça a relevância de promover espaços de informação, respeito, acolhimento e proteção para suas alunas e colaboradoras.
A instituição entende que combater a violência contra a mulher também passa pela educação contínua e pela criação de ambientes onde as mulheres possam se sentir seguras para falar, pedir ajuda e buscar orientação. Nesse sentido, o Agosto Lilás amplia uma discussão necessária durante todo o ano: nenhuma mulher deve ser responsabilizada pela violência que sofre e nenhuma agressão deve ser naturalizada.
Mulheres que estejam vivenciando violência podem procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou uma delegacia de polícia. Em situações de emergência, o 190 deve ser acionado. O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, é um canal gratuito e confidencial de orientação e encaminhamento para serviços da rede de atendimento.
Buscar ajuda é um ato de proteção e coragem. A mulher não precisa enfrentar a violência sozinha e pode contar com profissionais capacitados para receber orientação e acolhimento.
Conheça a Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE
A Clínica-Escola de Psicologia da UNINORTE, localizada na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Manaus, oferece atendimento psicológico à comunidade interna e externa. Entre os serviços disponíveis estão: Psicoterapia individual; Escuta emergencial; Psicodiagnóstico; Ludoterapia; Estimulação cognitiva.
Os atendimentos destinam-se a crianças a partir de sete anos e adultos até 70 anos, sendo realizados por alunos concluintes sob supervisão de professores. O serviço possui valor social simbólico. Informações e agendamentos podem ser feitos diretamente na secretaria da clínica ou pelo contato: 92 98631-7374.
Agosto Lilás é um convite à informação, à escuta e à ação. Combater a violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade
