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Moradores de comunidades da RDS do Tupé recebem ação de regularização fundiária da Defensoria

Moradores de comunidades da RDS do Tupé recebem ação de regularização fundiária da Defensoria

Projeto Mãe Terra realizou atendimentos e orientações jurídicas a famílias ribeirinhas que moram há gerações no local sem documento definitivo de posse

120 moradores das comunidades São João do Tupé, Central e Tatulândia, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na Região Metropolitana de Manaus, foram atendidos, nesta sexta-feira (17/07), durante mais uma edição do projeto de regularização fundiária “Mãe Terra”, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Coordenada pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), a iniciativa ofereceu orientação jurídica sobre a regularização fundiária, com análise de documentos e encaminhamento dos casos pelas vias administrativa e judicial.

De acordo com o coordenador do Numaf, defensor público Thiago Rosas, a atuação da Defensoria na região fortalece tanto os direitos das comunidades quanto a proteção ambiental.

O defensor explica que a estratégia jurídica adotada reconhece oficialmente o direito das comunidades tradicionais de permanecerem em seus territórios, contribuindo para a conservação da biodiversidade por meio do uso sustentável dos recursos naturais. Isso porque o modo de vida dessas populações está diretamente ligado à proteção e ao manejo responsável da floresta.

“Essas pessoas são agentes de preservação ambiental. Por viverem nessa área, assumem responsabilidades, mas também têm direitos. O projeto Mãe Terra garante a documentação necessária e fortalece a permanência das comunidades tradicionais em seus territórios”, afirmou.

Por se tratar de uma unidade de conservação municipal, o instrumento jurídico adotado é a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), prevista em legislações municipal, estadual e federal. A documentação será concedida por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), reconhecendo e autorizando o uso do território pelas comunidades tradicionais que vivem na reserva.