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Requalificação urbana impulsiona novo ciclo de valorização na Ponta Negra

Requalificação urbana impulsiona novo ciclo de valorização na Ponta Negra

 

Projetos de uso misto ganham espaço ao reunir moradia, comércio, serviços e áreas verdes em uma mesma região

A Ponta Negra vive um novo ciclo de valorização urbana em Manaus. Conhecida pelo potencial turístico e pelos empreendimentos de alto padrão, a região passa por um processo de requalificação impulsionado pela implantação de projetos planejados que buscam integrar moradia, serviços, comércio, educação e mobilidade. A proposta acompanha uma tendência observada em grandes cidades brasileiras.

O movimento ocorre em um momento de expansão da capital amazonense. Com o crescimento populacional e o aumento da demanda por novos espaços de moradia, especialistas defendem que o desenvolvimento urbano precisa ocorrer de forma planejada, evitando a repetição dos problemas de trânsito e saturação enfrentados em áreas mais consolidadas da cidade.

Nesse cenário, empreendimentos de uso misto ganham espaço ao propor uma ocupação mais equilibrada do território. A ideia é concentrar diferentes atividades em uma mesma região, permitindo que moradores tenham acesso a serviços essenciais sem a necessidade de longos deslocamentos diários.

Um dos exemplos desse modelo é o Jardins Ponta Negra, bairro planejado desenvolvido pela Mosaico Urbanismo na Zona Oeste de Manaus. Com aproximadamente 1,3 milhão de metros quadrados de área líquida integrada à malha viária existente, o projeto foi concebido para reunir moradia, áreas comerciais, espaços institucionais, serviços e áreas verdes em um único ambiente urbano.

Segundo o CEO da Mosaico Urbanismo, José Henrique Lanna, o conceito busca criar uma região mais funcional para quem vive na cidade. “A proposta do uso misto é fazer com que a região deixe de ser apenas um lugar de passagem ou de moradia isolada e passe a concentrar diferentes atividades do cotidiano. Isso contribui para reduzir deslocamentos, melhorar a mobilidade e oferecer mais qualidade de vida para a população”, afirma.

Diferentemente de modelos tradicionais de ocupação, o projeto foi planejado para funcionar como uma comunidade aberta, conectada à cidade e preparada para receber novos serviços e investimentos ao longo dos próximos anos. A proposta também fortalece a vocação da Ponta Negra como uma das áreas estratégicas para o crescimento urbano de Manaus.

A valorização desse modelo pode ser observada nos números do setor imobiliário. Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) mostram que o mercado local ultrapassou a marca de R$ 3,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), resultado impulsionado pela busca crescente por empreendimentos que ofereçam infraestrutura urbana, mobilidade e qualidade de vida.

Para o COO da Mosaico Urbanismo, Pedro Ponciano, o diferencial dos novos projetos está na capacidade de preparar a região para o crescimento antes da chegada dos moradores. “O planejamento urbano precisa anteceder a ocupação. Quando existe integração com a infraestrutura existente, distribuição adequada dos espaços e conexão com a malha viária, o desenvolvimento acontece de forma mais organizada e sustentável”, destaca.

Para especialistas do setor, a criação de bairros planejados e centralidades urbanas tende a desempenhar papel cada vez mais relevante no futuro de Manaus. Além de contribuir para a valorização imobiliária, esses projetos ajudam a distribuir melhor o crescimento da cidade e a reduzir os impactos da expansão urbana sobre a mobilidade e a infraestrutura pública.