logo Amazônia ON
Notícia

Novo exame toxicológico esta causando constrangimento em clínicas

Novo exame toxicológico esta causando constrangimento em clínicas

Começou a valer neste mês a nova lei que torna obrigatório o exame toxicológico para quem vai tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, que já era aplicada para motoristas profissionais das categorias C, D e E, agora também passa a atingir novos condutores.

O teste é realizado por meio da coleta de fios de cabelo, mas denúncias de falhas na aplicação do exame e relatos de constrangimento em laboratórios têm preocupado candidatos à habilitação, principalmente mulheres.

A caminhoneira Márcia, que dirige há 25 anos, contou ter vivido uma situação traumática durante a coleta em uma clínica no interior de São Paulo. Segundo ela, uma quantidade excessiva de cabelo foi retirada durante o procedimento.

“Eu me senti desrespeitada, humilhada, violada mesmo”, afirmou. “Ainda falei que estava doendo, porque eu nunca tinha sentido que tinham cortado tanto cabelo.”

Outra cliente da mesma unidade, Elaine Pereira, também relatou desconforto e disse ter saído abalada após o exame. “Elas usaram uma tesourinha de ponta redonda, aquela de cortar papel de criança”, contou. “Eu chorei o dia todo, fiquei arrasada.”

Especialistas reforçam que não há necessidade de retirar grandes quantidades de cabelo para a realização do teste. De acordo com um médico toxicologista do Grupo Fleury, a amostra ideal equivale à espessura de uma carga de caneta esferográfica comum.

O exame toxicológico tem como objetivo detectar o uso de substâncias psicoativas em um período de até 90 dias e já era obrigatório para motoristas profissionais e na renovação das categorias mais pesadas da CNH. Com a nova exigência, candidatos à primeira habilitação também precisam apresentar o resultado para concluir o processo.