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Notícia

Superior Tribunal de Justiça mantém prisão da mãe de Djidja Cardoso em investigação sobre cetamina

Superior Tribunal de Justiça mantém prisão da mãe de Djidja Cardoso em investigação sobre cetamina

O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão preventiva de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, morta em maio de 2024 após uma overdose de cetamina. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (7).

A defesa de Cleusimar entrou com recurso no STJ alegando excesso de prazo na prisão preventiva e pedindo a substituição da medida por alternativas cautelares, como prisão domiciliar e monitoramento eletrônico. No entanto, o ministro entendeu que, neste momento, não há elementos suficientes que justifiquem a concessão da liberdade.

Cleusimar está presa desde 2024 e é investigada pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O processo apura um suposto esquema de uso e distribuição de cetamina, substância anestésica utilizada tanto na medicina humana quanto veterinária.

O caso ganhou grande repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, conhecida no Festival de Parintins por ter ocupado o posto de sinhazinha do Boi Garantido.

Gravidade dos fatos pesou na decisão

Na decisão, o ministro destacou que o Tribunal de Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva com base na “gravidade concreta dos fatos” investigados. Segundo o entendimento da Justiça, há indícios de atuação estruturada do grupo investigado e uso do ambiente familiar e comercial para a circulação de substâncias entorpecentes e medicamentos controlados.

Sebastião Reis Júnior também afirmou que os argumentos da defesa sobre excesso de prazo e ausência de contemporaneidade da prisão ainda precisarão ser analisados de maneira mais aprofundada, após atualização das informações processuais.

Irmão de Djidja também teve pedido negado

Recentemente, o STJ também negou um pedido de soltura apresentado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, que responde ao mesmo processo investigativo.

As investigações seguem em andamento e apuram a possível participação de outras pessoas no esquema envolvendo o uso e distribuição ilegal de cetamina no Amazonas.