Polêmica em Belo Horizonte marca gravação do Pesadelo na Cozinha
As gravações da nova temporada de Pesadelo na Cozinha começaram cercadas de polêmica fora das telas. Em Belo Horizonte, um casarão histórico teve a fachada pintada durante a produção sem autorização dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio. O imóvel, onde funciona o Café Cultura Bar, apresenta estilo eclético e remonta à transição entre os séculos XIX e XX, sendo protegido por legislação específica.
No programa, o chef Erick Jacquin costuma visitar restaurantes em crise e propor mudanças que vão além do cardápio, incluindo reformas visuais e estruturais. No entanto, por se tratar de um bem tombado, qualquer intervenção — especialmente na fachada — exige análise e autorização prévia dos órgãos municipais de preservação. De acordo com a prefeitura, a modificação foi realizada sem consulta ou aprovação oficial, caracterizando irregularidade.
Após o caso, a Diretoria do Patrimônio Cultural realizou uma vistoria técnica para avaliar possíveis danos e definir medidas administrativas. O episódio reacendeu o debate sobre os limites entre produções televisivas e a preservação do patrimônio histórico urbano. Esta temporada marca ainda a expansão do programa para além de São Paulo, com gravações em Porto Seguro e previsão de novos episódios em Foz do Iguaçu — ampliando a visibilidade e também as controvérsias envolvendo a produção.
