Intoxicação por Metanol: Amazonas reforça alerta e fiscalização
O aumento de casos de intoxicação por bebidas adulteradas no Brasil acendeu um alerta no Amazonas. Para enfrentar o problema, o Ministério Público do Estado reuniu, nesta quarta-feira (1º), representantes de diferentes órgãos de saúde, defesa do consumidor e fiscalização para pensar estratégias conjuntas de prevenção.
Segundo dados oficiais, já são 43 notificações de intoxicação por metanol registradas no país só neste ano.
Durante o encontro, ficou decidido que a fiscalização em bares, restaurantes e adegas será reforçada. O objetivo é identificar possíveis irregularidades antes que cheguem ao consumidor. Também será feita uma campanha de conscientização nas redes sociais, orientando a população a evitar bebidas de origem duvidosa e a dar preferência a estabelecimentos credenciados.
Na área da saúde, a Secretaria de Estado anunciou a intenção de adquirir o antídoto contra intoxicações por metanol — o etanol. A ideia é preparar os hospitais para atender possíveis casos e reduzir riscos de complicações graves.
O metanol é uma substância usada na indústria como solvente, combustível e em produtos de limpeza. Apesar de se parecer com o etanol das bebidas alcoólicas, é extremamente tóxico para o organismo humano. Seus efeitos começam de forma parecida com uma embriaguez comum, mas evoluem rapidamente para sintomas sérios, como alterações visuais, confusão mental e risco de morte.
A principal mensagem deixada pelas autoridades foi clara: prevenção é a melhor forma de proteção.
