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O fardo de Pará: rodagem e cabeça boa são armas para substituir Léo

O fardo de Pará: rodagem e cabeça boa são armas para substituir Léo

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Quando saiu de São João do Araguaia, no interior do Pará, e viajou três dias e duas noites sozinho de ônibus até São Paulo para dar o primeiro passo rumo ao sonho de ser jogador de futebol, o menino Marcos Rogério, então com 13 anos, certamente não imaginava que poderia ir tão longe. Mas foi. Da escolinha do Barcelona na capital paulista, onde morava no alojamento do clube, recebeu convite para jogar no Santo André-SP. De lá, foi para o Santos, depois para o Grêmio. Até chegar ao time de maior torcida do Brasil, da qual ele próprio faz parte, por sinal, assim como todos os seus familiares. É no Flamengo que Pará, apelido que ganhou ainda no início da carreira por conta de sua origem, terá pela frente o seu maior desafio, aos 29 anos.

Logo na chegada ao Rubro-Negro, o lateral-direito recebeu árdua missão: ser o substituto de Léo Moura, que conquistou diversos títulos em 10 anos de clube e virou ídolo. Léo está de saída para o futebol dos EUA, e cabe a Pará ocupar o lugar dele tanto no campo quanto no coração da torcida. O camisa 21, no entanto, garante ter "casca" para ser bem-sucedido.

- Para mim é tranquilo, até porque sou um jogador experiente, já passei por dois grandes clubes, Santos e Grêmio, antes de chegar ao Flamengo. Não tem segredo. Vou procurar fazer o meu trabalho, conquistar o meu espaço. Estou muito feliz por defender meu time de coração e espero corresponder à altura - disse, em entrevista ao GloboEsporte.com.

A vida de Pará não será fácil. Prova disso ocorreu no jogo entre Flamengo e Madureira, quando recebeu vaias mesmo sem atuar mal, muito em função da presença de Léo Moura no banco de reservas. A verdade é que Pará ganhou a posição de titular antes de Léo anunciar que deixaria o clube. Com ou sem o ídolo, as comparações da torcida vão existir, e o novo dono da lateral direita vai precisar saber lidar com a pressão. Uma mente forte é sempre bem-vinda.

- Não estou preocupado com isso. Procuro sempre fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Claro que a gente sempre entra em campo para vencer, nunca para perder, mas quem está jogando em time grande tem que estar acostumado a ter pressão. Aqui no Flamengo não é diferente. A gente vai ter momentos de altos e baixos, e tem que estar com a cabeça boa para poder passar por isso da melhor maneira.

A concorrência na posição só vai se encerrar no domingo, data do último jogo de Léo Moura pelo Flamengo, contra o Botafogo, mas quem pensa que o clima entre os dois é ruim está muito enganado. Pará conta ter sido bem recebido pelo capitão no Flamengo e que ouve dele vários conselhos. A dupla costuma dar risadas e conversar bastante. Léo é tratado como referência pelo jogador recém-contratado, que pretende seguir os passos do camisa 2 e também ter sua própria longevidade no clube.

- Esse é meu principal objetivo. Não é fácil. O Léo Moura é um cara vitorioso e que está no clube há 10 anos. Vou procurar seguir os passos dele. Ele é vencedor, um cara de grupo. Vou procurar as minhas oportunidades para que as coisas possam acontecer naturalmente.

O próximo compromisso de Pará e do Flamengo é nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília). O time vai enfrentar o Brasil de Pelotas, em Pelotas, pela primeira fase da Copa do Brasil.