Morre Robert Redford, ícone de Hollywood, aos 89 anos
O ator, diretor, produtor e ativista Robert Redford, considerado um dos maiores nomes da história do cinema, faleceu nesta terça-feira (16), aos 89 anos, em sua casa em Sundance, Utah (EUA), cercado pela família. A informação foi confirmada por sua assessora, Cindi Berger, que pediu privacidade neste momento de luto.
Uma carreira brilhante
Redford marcou gerações como galã e intérprete de papéis icônicos nos anos 1960 e 1970. Entre seus trabalhos de maior destaque estão Butch Cassidy (1969), Golpe de Mestre (1973), Todos os Homens do Presidente (1976) e O Grande Gatsby (1974).
Nos anos 1980, iniciou uma bem-sucedida transição para a direção. Seu filme de estreia atrás das câmeras, Gente como a Gente (1980), rendeu-lhe o Oscar de Melhor Diretor em 1981. Mais tarde, em 2002, recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra e pelo impacto cultural de sua maior criação fora das telas: o Festival de Sundance, que se consolidou como um dos pilares do cinema independente mundial.
Últimos trabalhos e legado
Mesmo com a idade avançada, Redford seguiu ativo no cinema. Ele voltou a interpretar Alexander Pierce no universo Marvel, participando de Capitão América: O Soldado Invernal (2014) e reprisando o papel em Vingadores: Ultimato (2019), sua última aparição nas telonas.
Além do talento artístico, era reconhecido por seu engajamento social e ambiental, mantendo projetos em defesa da cultura, da natureza e do cinema independente.
Vida pessoal
Nascido na Califórnia em 16 de agosto de 1936, Redford descobriu a vocação para a atuação em 1955, após uma temporada pela Europa e a morte da mãe. Foi casado duas vezes e teve quatro filhos. Na década de 1970, viveu um romance de grande repercussão com a atriz brasileira Sonia Braga.
Com uma carreira de mais de seis décadas, Robert Redford deixa um legado de talento, inovação e ativismo cultural. Sua trajetória se confunde com a própria história do cinema moderno.
