logo Amazônia ON
Notícia

Morre brasileira Juliana Marins, que caiu em trilha de vulcão da Indonésia

Morre brasileira Juliana Marins, que caiu em trilha de vulcão da Indonésia

A família da brasileira Juliana Marins publicou nas redes sociais que ela foi encontrada sem vida na trilha do vulcão em que havia ficado presa na Indonésia.

O texto diz que a equipe conseguiu chegar até o local, mas ela já estava morta.

As buscas por Juliana, que caiu durante uma trilha na Indonésia, foram paralisadas, nesta terça-feira (25), devido à escuridão e às condições adversas de clima e terreno. Segundo nota oficial do Parque Nacional do Monte Rinjani, sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde Juliana foi vista, mas precisaram montar um acampamento aéreo, já que não havia segurança para seguir com o resgate à noite.

Pela manhã, os trabalhos de evacuação se concentraram em uma descida vertical até a área conhecida como Cemara Nunggal, onde Juliana foi localizada — em um penhasco com mais de 500 metros de profundidade. A operação envolveu 48 militares e contou com reforço logístico para os próximos dois dias. No entanto, o terreno íngreme e o clima instável continuam sendo os principais obstáculos.

Juliana Marins, de 26 anos, que caiu durante uma trilha na Indonésia, é de Niterói, Região Metropolitana do Rio, e estava fazendo um mochilão na Ásia desde fevereiro. Em quatro meses, já havia passado pelas Filipinas, Vietnã e Tailândia. Pelo Instagram, ela compartilhava experiências durante a viagem que fazia sozinha, incluindo outras trilhas e mergulhos.

Nas redes sociais, a brasileira compartilhou ainda registros de outras viagens para Espanha, Holanda, Alemanha, Uruguai e Egito, onde fez um intercâmbio.

Juliana é formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo seu perfil no Linkedin, ela trabalhou em empresas do grupo Globo, como Multishow e Canal Off, além da agência de marketing Mynd e do evento Rio2C, voltado à indústria criativa. A brasileira também fez cursos de fotografia, roteiro e direção de cinema.

Praticante de pole dance, Juliana já se apresentou em festivais da dança. Ela também costumava participar de corridas de rua, inclusive fora do país.

 

Itamaraty lamenta

 

O governo do Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores, lamentou a morte da brasileira Juliana Marins nesta terça-feira (24). Ela caiu em uma trilha de vulcão na Indonésia e ficou presa no local desde o fim de semana.

Leia o texto completo do Itamaraty:

'O governo brasileiro comunica, com profundo pesar, a morte da turista brasileira Juliana Marins, que havia caído de um penhasco que circunda a trilha junto à cratera do Mount Rinjani (3.726 metros de altura), vulcão localizado a cerca de 1.200 km de Jacarta, na ilha de Lombok. Ao final de quatro dias de trabalho, dificultado pelas condições meteorológicas, de solo e de visibilidade adversas na região, equipes da Agência de Busca e Salvamento da Indonésia encontraram o corpo da turista brasileira.

A embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou as autoridades locais, no mais alto nível, para a tarefa de resgate e vinha acompanhando os trabalhos de busca desde a noite de sexta-feira, quando foi informada da queda no Mount Rounjani.

O governo brasileiro transmite suas condolências aos familiares e amigos da turista brasileira pela imensa perda nesse trágico acidente'.

 

Juliana sofreu o acidente por volta das 19h da última sexta-feira (20). Se passaram mais de 85 horas desde a queda. Drones conseguiram avistá-la imóvel na encosta, mas ainda não há confirmação sobre seu estado de saúde. Tentativas de apoio aéreo com helicópteros seguem frustradas por causa da densa neblina.

As atividades desta terça-feira foram acompanhadas pelo Diretor de Operações de Busca e Resgate da região. Uma nova avaliação está em andamento para garantir que a evacuação possa ser feita com segurança assim que as condições permitirem.

O pai da jovem, Manoel Marins, embarcou, na manhã desta terça-feira para Bali. Em uma postagem nas redes sociais, ele estava prestes a entrar no avião, por volta das 6h30 (horário de Brasília), quando enviou uma mensagem pedindo orações.

 

'Preciso que continuem orando pela Juliana, pelo resgate dela, para que ela esteja bem e possa voltar conosco'.

 

O voo, com duração prevista de quase 10 horas, atrasou após ter que aguardar autorização para cruzar o espaço aéreo do Catar, fechado devido aos recentes ataques no Oriente Médio.

A brasileira foi localizada em um penhasco a mais de 500 metros de profundidade. A operação de resgate foi retomada por volta das 22h de segunda-feira (4h da manhã no horário local), e, segundo a família, as equipes conseguiram descer aproximadamente 400 metros.