Empreendedorismo afetivo ganha espaço no interior do Amazonas com inauguração de loja em Manacapuru
MANACAPURU (AM) – A cidade de Manacapuru, localizada a cerca de 100 km de Manaus, registrou no último domingo, 1º de junho de 2025, a abertura de mais um empreendimento voltado ao setor de economia criativa. A loja física Amor & Arte – Criativa, fundada por Lorena Lorrane e Sávio Martins, iniciou suas atividades com proposta centrada na produção de artigos personalizados para datas comemorativas, evidenciando uma tendência de consumo que associa afeto à experiência de compra.
O evento de inauguração chamou atenção pela presença inesperada do jovem empresário Davi Santiago, de 15 anos, reconhecido nacionalmente por sua atuação como escritor e mentor de jovens. A participação do influenciador, cuja agenda costuma priorizar iniciativas de impacto educacional e comunitário, gerou repercussão local e despertou o interesse de pequenos empreendedores da região. Santiago não fez declarações extensas, mas afirmou que “projetos que dialogam com identidade cultural e empreendedorismo jovem merecem atenção especial”.
A Amor & Arte – Criativa se insere em um nicho que tem ganhado visibilidade nas periferias urbanas e municípios do interior: o de negócios que exploram o valor simbólico dos produtos, voltados mais à experiência emocional do consumidor do que à escala comercial. Em entrevista, a fundadora Lorena destacou que o diferencial do espaço está na proposta de atender com sensibilidade e atenção individualizada: “Nossa intenção é oferecer mais do que produtos — buscamos entregar significado.”
Especialistas do setor apontam que esse modelo de negócio reflete mudanças nos padrões de consumo pós-pandemia, onde há maior valorização de vínculos, de processos artesanais e da conexão entre produtor e consumidor. Dados recentes do Sebrae indicam que microempreendimentos com foco em personalização e relacionamento cresceram 18% no último ano em cidades de pequeno e médio porte da Região Norte.
Instalada em área central, com estrutura voltada ao atendimento sob encomenda, a loja deve funcionar com produção local e operação presencial, ao menos nesta primeira fase. Os fundadores indicam que a expansão digital está no radar, mas será feita de forma gradual.
Embora de pequeno porte, a inauguração se tornou um ponto de discussão sobre a relevância de ações empreendedoras locais e o potencial de influência que figuras públicas podem exercer ao endossar iniciativas que fogem do eixo comercial tradicional. A presença de Santiago, ainda que breve, colocou os holofotes momentaneamente sobre Manacapuru e evidenciou a força simbólica de se investir, mesmo em pequena escala, naquilo que comunica valor cultural e afetivo.
