Descaso com as mães atípicas: APAE de Figueiredo passa por dificuldades
Por Ari Motta
Com uma iniciativa do poder municipal, em 2021 foi instalada a sede da Associação de Paes e amigos dos Excepcionais no município de Presidente Figueiredo. A finalidade da então administração era dar suporte e atender às necessidades específicas de cada indivíduo, em diferentes faixas etárias e em diferentes graus de comprometimento.
De forma geral, as Apaes oferecem serviços de assistência social, como orientação e apoio às famílias e encaminhamento para serviços de saúde e educação. Também disponibilizam serviços de saúde, com atendimento médico, odontológico e fisioterapêutico, além de terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia. Em Figueiredo esse atendimento se estendia na área de educação, com programas de inclusão social, como atividades culturais, esportivas e de lazer. Atividades fundamentais para promover a integração social e reduzir o preconceito e a discriminação.
No caso específico da Apae de Presidente Figueiredo, a instituição oferecia todos esses serviços e ainda contava com projetos específicos, como o de acolhimento. Atualmente o desespero das mães atípicas do município de Figueiredo ecoa por toda a cidade! A APAE, que antes era um verdadeiro refúgio para famílias, que dependem de atendimentos especializados, hoje se encontra em completo abandono pela nova gestão de Fernando Vieira. A entidade, que já possui um prédio estrategicamente adaptado e um CNPJ regularizado, não funciona a quatro meses, pois a Prefeitura simplesmente não disponibilizou os profissionais necessários!
Crianças que precisam urgentemente de pediatra, fonoaudiólogo, psiquiatra e psicólogo estão sendo deixadas à própria sorte. Procurada pela reportagem a primeira-dama e secretária de Serviço Social Karina, segue sem dar uma solução concreta para o problema. Já se passaram quatro meses e nada foi feito!
As famílias, que depositavam esperança na APAE, agora se sentem desamparadas e indignadas. Segundo algumas mães que não quiseram se identificar com medo de represálias, a revolta é grande “Até quando essas crianças vão esperar, a omissão do poder público está comprometendo o desenvolvimento e a qualidade de vida de nossos filhos”, denunciaram
