Adail recebe mais uma condenação

O pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou, nesta terça-feira (13), o ex-prefeito de Caori, Adail Pinheiro, por crime de responsabilidade. Segundo a denúncia, Adail Pinheiro não repassou verbas no valor de R$ 4.843.169 anual ao Poder Legislativo de Coari, em 2008. Ele foi condenado a 1 ano e dois meses em regime aberto, com pagamento da pena em serviços comunitários. Adail está preso em Manaus suspeito de integrar uma rede de exploração sexual de menores no Amazonas. A decisão não cabe recurso.
Durante sessão presidida pela desembargadora Graça Figueiredo, o desembargador João Mauro Bessa, disse que Adail violou regras constitucionais e causou prejuízos para o poder legislativo o município. Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal, a conduta de Adail foi analisada dentro do critério trifásico de motivos, causas e consequências. "A conduta de descumprimento da ordem judicial teve uma repercussão grande dentro deste contexto", disse o relator do processo, desembargador João Mauro Bessa, por meio da assessoria.
Conforme o Tribunal de Justiça, Adail Pinheiro foi condenado por crime de responsabilidade ao descumprir liminar que assegurava a Câmara Municipal de Coari, o direito de repasse devido ao Poder Legislativo, referente ao mês de abril de 2008 e os subsequentes até o dia 20 de cada mês, o que não foi cumprido pelo prefeito até novembro do mesmo ano. O valor total do repasse era de R$ 4.843.169 anual, perfazendo um repasse mensal no valor de R$ 403.597, 42.
Em novembro de 2014, a Adail foi condenado a 11 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Ele estava sendo acusado de favorecimento à prostituição, além de improbidade administrativa.
No mês seguinte, ele teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE acatou recurso que pedia a anulação dos votos do prefeito, na eleição de 2012. O documento tinha como base a Lei da Ficha Limpa. Adail teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU). Ele também havia sido condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) por abuso de poder econômico e político em 2008.
Prisões
Adail Pinheiro está preso, em Manaus, desde o dia 8 de fevereiro acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Coari, onde foi eleito prefeito três vezes. Ainda segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, tramitam na justiça estadual diversos processos contra Adail relacionados à exploração sexual e favorecimento à prostituição. Ele também responde a diversos processos de improbidade administrativa.
Adail foi preso pela primeira vez em 2008 durante a "Operação Vorax", da Polícia Federal (PF), por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões. À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas. Após passar 63 dias na cadeia, Pinheiro foi solto por determinação da Justiça.
