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Festival de Parintins: MP quer novo sistema de venda de ingressos

Festival de Parintins: MP quer novo sistema de venda de ingressos

Consumidores que desejam assistir ao Festival Folclórico de Parintins 2025 poderão ter novas opções de compra. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), entrou neste dia 11 de dezembro com uma ação pública na Justiça pedindo a suspensão da comercialização de ingressos até que sejam asseguradas condições mais justas e equilibradas.

A iniciativa, disse o órgão, é garantir a venda de ingressos avulsos para cada noite do evento, concomitante à comercialização dos pacotes completos para quem desejar, ampliando as opções de compra e promovendo o equilíbrio entre os consumidores.

A ação, ajuizada pelas promotorias (3ª de Justiça de Parintins e da 81ª de Proteção e Defesa do Consumidor), pede ainda que, no mínimo, 50% dos ingressos sejam destinados à venda avulsa, contemplando setores estratégicos do bumbódromo, como arquibancadas e cadeiras especiais.

Como alternativa, caso a Justiça não aceite os 50%, o MPAM sugere a adoção de um percentual superior aos 10%  prometidos pela empresa Amazon Best para 2025.

Além disso, a ação reivindica o respeito ao benefício da meia-entrada para grupos prioritários, incluindo idosos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição federal.

Conforme o MP-AM, os responsáveis pela venda de ingressos também devem ser condenados por danos morais coletivos, considerando práticas abusivas na comercialização dos ingressos.

O valor de R$ 1,5 milhão pleiteado será destinado aos fundos estadual e municipal de defesa do consumidor.

 Para assegurar a eficácia das medidas, a ação inclui pedido liminar de tutela de urgência, determinando a suspensão da venda e divulgação dos ingressos até que as irregularidades sejam corrigidas.

O promotor de Justiça de Parintins, Caio Lúcio Barros, disse que a ação quer corrigir as práticas abusivas.

“Foi verificado que a empresa responsável pela venda dos ingressos não estava cumprindo com a oferta de ingressos meia-entrada para idosos, pessoas de programas sociais e pessoas com deficiência, além de continuar a prática de venda casada, na qual os consumidores eram obrigados a comprar pacotes para os três dias do festival, em vez de ingressos individuais para cada noite’’.

Segundo a promotora Sheyla dos Santos, a ação é para coibir práticas que desrespeitam o direito do consumidor.

“A comercialização exclusiva de ingressos sob a forma de pacotes fechados caracteriza, sim, venda casada, o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor. Estamos buscando garantir que, ao menos, 10% dos ingressos sejam vendidos de forma avulsa, permitindo maior acessibilidade e isonomia aos consumidores”.  

Além dos promotores, assinam o pedido à Justiça representantes do Procon.