Para onde vai o dinheiro que o ECAD recolhe ?

Final de ano, sinônimo de festas, confraternizações, amigos secretos, abraços e
solidariedades, mas cuidado uma entidade esta com sede de arrecadação e pode melar a
sua alegria... é isso mesmo o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição),
também que confraternizar, porém com o nosso dinheiro.
O nosso Brasil conhecido como o país do futuro. Pouco importa se os métodos para
receber esse título remetam a um passado distante, pois eu era criança e já ouviu tem na
extorsão um método comum, e o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição) é um dos líderes da categoria.
O negócio deles consiste em arrecadar dinheiro com toda e qualquer reprodução de
música feita no Brasil usando o argumento de proteger os direitos autorais dos artistas.
Quem não pagar, recebe multa e não pode recorrer. Simples assim. E um negócio muito
lucrativo, certamente.
Em Manaus o festival Marquesiano na Escola Marques de Santa Cruz, passou a utilizar
danças internacionais, por que não aquentava mais tanta extorsão desse órgão. Essa
modalidade de achaque praticada pelo ECAD consegue ser ainda mais draconiana do
que a dos sindicatos com o tal do “imposto sindical” (que deveria ser cobrado apenas de
trabalhadores sindicalizados), mas não todos pagam, até aqueles simples trabalhadores
que não tem benefícios nenhum da tal entidade representativa.
Com o ECAD o problema vai além, pois não se cobra apenas de boates e casas de
shows (onde todo o negócio é feito em torno da música). Cobram também de
estabelecimentos com som ambiente, onde a música é um fator meramente decorativo.
Academias, restaurantes, lojas, lanchonetes, padarias, tudo. Portanto, se você planeja
colocar um sonzinho em sua festa particular ou churrasco, cuidado, pois o ECAD gosta
de entrar sem ser convidado…
O ECAD é para a música o que a CBF é para o futebol: uma entidade cercada de muros,
que atende apenas a interesses privados e que esconde uma caixa preta (e é claro que
eles não têm interesse algum em abri-la). Resta saber quando vai sair da penumbra e
abrir as cortinas da entidade para que o público veja todas as suas cifras e
procedimentos.
