Começa mal o Ministro da Fazenda, afirma Pauderney

A sessão da Ordem do Dia do Congresso Nacional, que analisou os vetos presidenciais que travam a votação do projeto que altera a meta do superávit primário do governo federal, foi marcada pela manobra da oposição, que entrou em obstrução com o argumento de impedir que fosse aprovado um projeto que compromete o controle e equilíbrio das contas públicas.
DEM, PSDB, PSB, PV, PPS e Solidariedade fizeram o anúncio de obstrução durante o processo de orientação das bancadas para votação do requerimento de encerramento da discussão.
Para o deputado federal Pauderney Avelino (Democratas-AM), o que se tem visto no Congresso Nacional são projetos que vão de encontro com as afirmações do novo ministro da fazenda, Joaquim Levy, dadas em sua primeira coletiva de imprensa, na última sexta-feira, 26, quando disse que pretende dar
transparência e adotar medidas responsáveis às contas públicas.
"Temos um decreto da presidente que condiciona a liberação de R$ 444 milhões em verbas para emendas de deputados e senadores à aprovação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias do governo. Trata-se de um projeto que não atende ao país, mas atende ao desgoverno do PT", afirmou Pauderney.
O parlamentar ainda comentou que no dia 02 de dezembro, foi editada a Medida Provisória 661/2014, que autoriza a União a conceder crédito ao Banco Nacionalde Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e a destinar superávit financeiro das fontes de recursos existentes no Tesouro Nacional à cobertura de despesas primárias obrigatórias.
"De cara esta proposta é inconstitucional e não podemos permitir que isto aconteça, e o ministro da fazenda, Joaquim Levy, disse que o tesouro nacional não iria mais financiar bancos públicos. Esta é a prova que a presidente Dilma não irá respeitá-lo. Começou mal o ministro Joaquim Levy", finalizou Pauderney.
