Grupo de brasileiros recebe autorização para deixar a Faixa de Gaza
Um grupo de brasileiros que está na Faixa de Gaza foi autorizado a sair do território, nesta sexta-feira (10). Ao todo, 33 pessoas monitoradas pela Embaixada do Brasil na Palestina integram a relação. A lista foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer.
A Embaixada brasileira na Palestina estava monitorando a situação de 34 pessoas na Faixa de Gaza, sendo 24 brasileiros, sete palestinos em processo de imigração e três palestinos que ainda vão dar início ao processo.
A única pessoa que não foi colocada na lista é a avó da jovem Shahed al-Banna, Jamila Ewaida. A idosa tem cidadania palestina e ainda dará início ao processo de imigração para o Brasil.
O grupo que foi autorizado a sair nesta sexta-feira faz parte de uma relação com quase 600 nomes de cidadãos de 15 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Índia, China, Polônia e outros.
Hasan Habee, um dos brasileiros que esperava pela saída, disse que parte do grupo viajou de ônibus da cidade de Khan Yunis até a passagem de Rafah.
"Espero que a gente consiga viajar hoje. A chance é muito grande. Talvez tenha alguma dificuldade, mas espero que não aconteça isso", afirmou.
Essas pessoas irão cruzar a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito por meio da passagem de Rafah, nas próximas horas.
Em relação aos civis acompanhados pelo Brasil, o grupo deve embarcar no avião da Força Aérea Brasileira que aguarda os brasileiros no Egito há mais de uma semana.
Longa espera
A retirada de pessoas com outras nacionalidades da Faixa de Gaza faz parte de um acordo entre Israel, Egito e o Hamas. As negociações foram mediadas pelo Catar, com coordenação dos Estados Unidos.
O primeiro grupo de estrangeiros foi autorizado a sair do enclave no dia 1º de novembro. Foram publicadas seis listas sem brasileiros.
Ao passo que as listas iam saindo, brasileiros que aguardavam autorização relataram o desespero diante da espera para sair de Gaza.
Diante da repercussão negativa, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou a afirmar que o chanceler de Israel havia garantido que a lista com o nome de brasileiros seria publicada até quarta-feira (8).
No entanto, a promessa não se cumpriu. Além disso, a passagem de Rafah acabou sendo fechada por questões de segurança ainda na quarta-feira, sendo reaberta nesta quinta-feira (9).
Recepção no Brasil
O governo brasileiro ofereceu acolhimento com atendimento médico, assistência social e regularização migratória ao grupo que será repatriado.
O blog da Andréia Sadi apurou que as famílias repatriadas poderão ficar abrigadas no estado de São Paulo. As informações foram obtidas com o secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho.
De acordo com Botelho, quem tiver vínculos no Brasil e queira se abrigar em outras cidades, terá o deslocamento garantido após concluir a regularização da documentação.
