Setor metalúrgico dribla crises no Polo Industrial de Manaus

MANAUS - Mesmo com a forte crise no polo de duas rodas, o setor metalúrgico do Polo Industrial de Manaus (PIM) não deverá fechar o ano com faturamento negativo. Esta é a previsão do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus (Sinmen), Athaydes Mariano Félix.
Com faturamento em torno R$ 2,5 bilhões (US$ 1,09 bi) até agosto, segundo dados dos Indicadores Econômicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a avaliação do presidente do Sinmen é de que, os números, embora abaixo do que foi projetado inicialmente para o ano, se mantenha sob o mesmo patamar registrado no ano passado. “Isso deve ser o mesmo montante de 2013. Isso significa a manutenção de nosso faturamento. Se ficar assim está ótimo porque há um problema mundial em relação à economia, por isso se continuarmos neste nível já é um resultado positivo”, avaliou o empresário.
Félix explica que as empresas do setor metalúrgico do PIM são, em sua maioria, industrias que trazidas pelas grandes montadoras e fornecem componentes para o polo de duas rodas, tendo o compromisso de manter as indústrias do polo final funcionando. O presidente acrescenta que, mesmo com as dificuldades no polo de motocicletas as vendas continuam acontecendo. “Baseado nisso estamos produzindo e fornecendo para o setor de Duas Rodas, de acordo com a produção deles. A indústria metalúrgica continua vendendo, só que não dentro daquilo que estava planejado. Por isso que em relação ao ano anterior a tendência é manter o mesmo patamar de faturamento”, explicou Félix.
Expectativas
De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a expectativa para o setor de duas rodas é de que haja um aumento nas vendas nos últimos meses do ano, por conta da intensificação das ações comerciais dos fabricantes aliadas ao 13º salário, porém os resultados devem fechar inferiores ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, o cenário para o ano de 2014 é de recuo em relação ao ano anterior.
Com relação a produção, a projeção é que o ano de 2014 feche com números 7,4% inferiores aos de 2013. Para os emplacamentos, o número deve ser 5% inferior ao ano passado. Para a Abraciclo, a leve alta de 0,8% na primeira semana de outubro em relação ao mesmo período do ano passado, anunciada na última sexta-feira (17) foi discreta e está dentro das previsões para o mês, não considerando que este número representa uma recuperação do setor.
Athaydes Félix diz que a indústria metalúrgica guarda as definições políticas para comemorar crescimento, previsto para acontecer a partir de abril de 2015. “Passado esse ano de Copa e eleições a nossa expectativa é de crescimento. O nosso planejamento mostra que o caminho é crescer”, avaliou.
