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Do uniforme ao paletó, Alessandro se adapta a nova rotina no Corinthians

Do uniforme ao paletó, Alessandro se adapta a nova rotina no Corinthians

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As camisas, calções, meiões e chuteiras deram lugar a roupa social e sapatos. A “resenha” com os companheiros de elenco virou relação profissional. O número 2 na parte de trás uniforme hoje não é de ninguém. Alessandro deixou de jogar futebol, mas continua no convívio diário do Corinthians. Em uma função, ele próprio assegura, muito mais desgastante. Os dez meses como coordenador técnico do Timão o levaram para uma realidade que era próxima, mas completamente desconhecida. E a palavra mais repetida pelo ex-jogador diz muito sobre o novo dia a dia: aprendizado. 

Capitão nas históricas conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial de Clubes, em 2012, Alessandro não tem mais a concentração – da qual não gostava – como parte da rotina. Porém, as horas de trabalho aumentaram. Reuniões, viagens, planejamento... O contato diário com o gerente Edu Gaspar e com o diretor de futebol Ronaldo Ximenes, para cuidar do departamento de futebol profissional, é somado com a principal função para a qual foi designado: cuidar da transição de jogadores das categorias de base para o time principal. Os quilômetros corridos em campo se transformaram em horas de escritório. 

- Eu sempre falo aos atletas: vocês não têm noção do tanto de trabalho que tem do outro lado. Quando eu jogava, chegava uma hora antes, treinava e ia para a minha casa. Todos os outros funcionários do departamento chegam muito cedo. É muito trabalho, bastante desgastante. Um jogo acaba meia-noite, você sai após a coletiva do treinador e chega aqui cedo no outro dia. É um tempo de trabalho muito maior. Estou buscando uma rotina, mas ela não existe. Você não concentra, mas viaja toda hora. O envolvimento é completo. É um desafio muito grande. Como atleta, eu nunca imaginei isso – contou, em entrevista ao GloboEsporte.com.