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Praça dos Remédios é reaberta depois de obras de revitalização

Praça dos Remédios é reaberta depois de obras de revitalização

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A Praça dos Remédios estará reaberta a partir desta quinta-feira, 2 de outubro, depois de obras de revitalização, recuperação e urbanização pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Com o orçamento de R$ 1.248.441,21, a revitalização da Praça dos Remédios seguiu o cronograma de recuperação do patrimônio histórico do Governo do Amazonas, a exemplo do que foi realizado no Largo São Sebastião, Praça da Polícia, Praça Jefferson Péres e Praça do Congresso. A próxima etapa na região será a revitalização da Igreja dos Remédios e do prédio da Faculdade de Direito.

Durante a revitalização, é importante destacar que, em reunião com os comerciantes e ambulantes do local, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) apresentou o projeto e a nova realidade da Praça, histórica para a cidade de Manaus. A direção de Patrimônio Histórico da SEC informa que a revitalização ocorrida compõe o projeto original da Praça dos Remédios, de forma harmônica e moderna.

Para o governador do Estado, José Melo, a restauração e revitalização da Praça dos Remédios efetiva, mais uma vez, um dos principais compromissos do Governo do Amazonas. “Estamos viabilizando a formação e a valorização da política cultural do Estado por meio da Secretaria de Cultura. Recuperar a Praça dos Remédios não é apenas um ato estrutural num canteiro de obras, mas um passo em busca do reconhecimento de nossa história, de novos valores, de nossas raízes. É o respeito por uma sociedade que enaltece nosso trabalho”, declarou.

Para o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, a revitalização da Praça dos Remédios, cujo nome oficial é Praça Torquato Tapajós, completa de forma significativa as opções do povo que anseia por lugares estruturados para o lazer. “A população quer um lugar vivo, alegre, urbanizado, lugares onde, aos domingos, feriados e finais de tarde, os vizinhos ou crianças e até mesmo as famílias possam se reunir para passeios”, disse.

A Associação Comercial do Amazonas e empresários da área também se mostram interessados em realizar a manutenção da Praça dos Remédios.

Histórico da praça – Desde a sua criação como praça, em 1899, a Praça dos Remédios sofreu, até os dias atuais, inúmeras modificações em seu traçado e mobiliário urbano originais. Por esse motivo, o projeto da SEC de revitalização está baseado em registro iconográfico, datado do início da década de 1910, e bibliográfico mais próximo do original (iconografia mais antiga com traçado e mobiliário).

O calçamento está agora em calcário português branco e detalhes importantes como o monumento ao Cristo Rei, datado de 2 de junho de 1945, estará no canteiro circular central, com iluminação especial.

Outro detalhe do projeto é que os bancos foram confeccionados em cimento brunido e, as pilastras, com acrotérios em forma de vasos revelados como “falso histórico”, projetados e construídos na segunda década do século 20, foram mantidas.

Memória cultural – O local onde está hoje a conhecida Praça dos Remédios foi o bairro mais antigo de Manaus, datado de 1825. Tratado como largo, o mesmo ficava nos fundos da capela, servindo como cemitério e, na região, foi edificado o primeiro reservatório suspenso de água da cidade.

Em 1856, foi chamado de Largo dos Remédios, em referência à igreja. E, em 1897, recebeu a denominação de Praça Torquato Tapajós, uma homenagem ao escritor e pesquisador amazonense. Quando, em 1899, foi feita a rampa que leva ao rio, o local foi inaugurado como Praça dos Remédios. Em 1929, foi ainda denominada de Praça Irineu Joffily, que era um bispo em Manaus, mas depois voltou a ser chamada de Praça dos Remédios.

Em 1933, perdeu as pedras de calcário de Lisboa que circundavam todo o passeio e, em 1945, foi edificado o monumento do Sagrado Coração de Jesus, que é a estátua de Cristo que fica no meio da Praça.

A Praça dos Remédios sempre foi um logradouro simples, aberto para o rio, no final do qual estavam as conhecidas escadarias dos Remédios, de acesso à praia e rampa do mercado público que se destinavam também à atracação de embarcações que viajavam ao interior do Estado. A tradição da ancoragem dos barcos permanece, ainda de que forma precária e o local ainda é um centro de convivência das famílias libanesas que dominavam a região com inestimáveis serviços à economia e à cultura de Manaus.