OAB é pressionada a mudar de nome: 'falta inclusão feminina'
Desde 2020, o Instituto Brasileiro de Direito de Família pressiona a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a mudar de nome. De acordo com o grupo, falta inclusão feminina e prometeu dobrar a aposta nas investidas contra a OAB.
Apesar das acusações do grupo, as mulheres são a maioria na advocacia brasileira.
“Não há justificativa para que a agremiação que representa a advocacia do Brasil ainda seja designada com o nome masculino”, disse Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e vice-presidente do instituto, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada na segunda-feira 13. “Em outras categorias, o que se indica é o nome da profissão, não o dos profissionais.”
Maria cita como exemplos o Conselho Federal de Medicina, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia — e não dos médicos, dos psicólogos, dos engenheiros e agrônomos. Se a OAB acatar a sugestão, passaria a se chamar Ordem da Advocacia Brasileira.
