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Notícia

Chernobyl 2.0: Trem descarrilha e libera fumaça tóxica em Ohio

Chernobyl 2.0: Trem descarrilha e libera fumaça tóxica em Ohio

Na semana passada, acidente com trem causou estragos e levou milhares de famílias a deixarem suas casas em Ohio, Estados Unidos.

O acidente gerou uma nuvem de fumaça tóxica que tem aterrorizado moradores da região.

O caso ocorreu no pequeno vilarejo de East Palestine, no nordeste do estado e acendeu alerta de contaminação nos arredores e até no estado vizinho, a Pensilvânia.

O trem de carga transportava uma carga de cloreto de vinila e descarrilou ainda no dia 3 de fevereiro. Depois de descarrilar, uma névoa potencialmente tóxica e odores intensos foram registrados na terça-feira, 7, preocupando autoridades com possíveis contaminações.

A contaminação das águas também é uma preocupação. A West Virginia American Water observou, no entanto, que não houve nenhuma alteração na água bruta na captação do rio Ohio.

Os reguladores ambientais têm monitorado o ar e a água nas comunidades vizinhas e disseram que até agora a qualidade do ar permanece segura e o abastecimento de água potável não foi afetado. Mas alguns moradores reclamaram de dores de cabeça e mal-estar desde o descarrilamento.

 

Cerca de 50 vagões, incluindo 10 transportando materiais perigosos, descarrilaram no dia 3 de fevereiro em Ohio. Investigadores disseram ter sido causado por um eixo quebrado. 

Três dias após o acidente no entanto, as autoridades decidiram liberar e queimar cloreto de vinila dentro de cinco vagões-tanque, lançando no ar cloreto de hidrogênio e o gás tóxico fosgênio. A companhia ferroviária Norfolk Southern advertiu que a operação poderia liberar vapores "mortais caso inalados".

O cloreto de vinila (ou de "vinil") é um gás incolor, utilizado em uma variedade de produtos plásticos e materiais de embalagem. Como a produção de PVC.

Uma substância altamente tóxica. A substância chegou a ser utilizada como arma química na Primeira Guerra Mundial.

A substância é classificada como cancerígena para o ser humano pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), podendo causar câncer de fígado, segundo estudos epidemiológicos.