Amizade que dura para sempre!
Por Ari Motta
Década de 80, Manaus, um grupo de jovens chega ao portão do Comando Militar da Amazônia (CMA), a maioria dos componentes, nunca havia passado uma noite fora de casa, porém aqui o entusiasmo tomava conta daquela juventude, pois a finalidade era servir a Pátria Amada.
Já na rotina do dia – a – dia, dando adeus as cabeleiras, uns mais próximos, outros nem tanto, mas a amizade floresceu, foi cerca de 13 meses, para a maioria, os mais comportados, ficaram por nove, mas uma coisa ficou certa a amizade. Por muito tempo, muitos continuavam se encontrando e mantendo uma relação estreita.
No entanto eles acabaram se dispersando, alguns mudando de Cidade. mas como a maioria é de Manaus, muitos se encontravam, e, entre uma conversa e outra e com a ajuda da tecnologia, o saudoso Edilson Cascaes, resolveu criar um grupo CMA 83 no whatsaap.
A tarefa parecia ser fácil, mas não foi, Cascaes nome de guerra, estava com deficiência visual. Acometido por diabetes, também amputou uma perna, mas o desejo de unir a todos, buscou com a ajuda de familiares e do amigo inseparável J. Barros, que também demonstrava o desejo de unir todos aqueles amigos novamente, conseguiu.
Hoje o Grupo comemora 40 anos de amizades, ida e vindas, brincadeiras, discussões mais acirradas, mas acima de tudo respeito. Hoje a turma prepara um encontro, para o abraço, o aperto de mão. Tudo isso adiado por dois anos devido à pandemia, que também deixou marcas no grupo, como a perda do Almeidinha, que após deixar as fileiras do exercito brasileiro, se formou em direito e atuou por justiça, mas a vida foi precoce com ele.
Devido à deficiência de Cascaes, no grupo de whatsapp era proibido textos e figuras; agora imaginem, mais de 60 homens, mandando áudios todos os dias, mas Edilson Cascaes conseguiu o objetivo dele e hoje o grupo permanece e vai poder se abraçar, se emocionar e trocar informações, lembrar as brincadeiras e a tradicional ordem unida, que era uma verdadeira tortura, para o soldado Lira e a solidão do João Moreira (Laranjeira), sem família em Manaus, ficava no alojamento em dias de folga, do Decano Miquéas que foi servir com alguns anos de atraso, da postura do soldado Fortes, a dupla apelidada de Piu Piu e Frajola, o Batatinha, o sargento amigo de todos Gera ldo, do nosso Pantera, não reclamava de nada, tudo estava bom, hoje pedagogo e Ricardo Brucutu professor da melhor qualidade.
Lembrar as punições, faxinas, mas lembrar sobretudo da lição que a maioria aprendeu com a hierarquia militar: Respeitar o superior, no caso civil, os mais velhos, fazer o bem , sem olhar a quem, honestidade e não abdicar nunca de seus sonhos. Essa turma, como diria Chico da Silva “Que tempos Bons”, onde tínhamos uma praia particular, quem era pego nela, era preso, mas isso era só um detalhe (Risos)
Obrigado CMA.
Obrigado Turma de 83
Ari Motta é Jornalista e serviu em 1983 no CMA.
